Quaternário

É o mais novo dos 11 períodos da história da Terra. Teve início há 1,6 milhões de anos e prolonga-se até aos dias de hoje. É também chamado Neozoico ou de animais novos e Antropozoico, devido à aparição da espécie humana, que ocorreu neste período.
Está subdividido em duas épocas: Pleistocénico, compreendido entre -1,6 milhões de anos e -10 000 anos; e Holocénico, de há 10 000 anos para cá.
O Quaternário é caracterizado por alterações climatéricas de grande impacto. Houve invasão de vastas áreas da América do Norte e noroeste da Europa e também da América do Sul e Nova Zelândia por espessas camadas de gelo, o que levou a que o nível das águas do mar sofresse um abaixamento da ordem dos 100 m, alternando com períodos de aquecimento global, períodos interglaciários, de duração relativamente curta (10 000 a 30 000 anos) e de condições climatéricas semelhantes às atuais, pelo que o Holocénico é considerado o último período interglaciário do Quaternário. Como resultado destas alterações no clima, deram-se também grandes mudanças na flora e na fauna, principalmente no Hemisfério Norte. Nas zonas tropicais e subtropicais a alternância das condições climatéricas teve influência no avanço e recuo dos glaciares montanhosos, mas o maior impacto, contudo, teve origem na alternância de épocas chuvosas e quentes com épocas secas, refletindo-se nas áreas de floresta tropical, savana e áridas, e no aumento e abaixamento do nível das águas dos lagos.
As causas do glaciarismo quaternário são complexas e, em grande parte, parecem centrar-se nas oscilações das radiações solares. Os movimentos corticais foram, principalmente, epirogénicos, isto é, verticais de levantamento e afundimento, causados em certa medida pela acumulação e fusão de gelo em extensas regiões, que provocaram ajustes hidrostáticos.
Biologicamente, o principal facto do Quaternário foi a evolução e dispersão da espécie humana. No início do Pleistocénico os primeiros hominídeos (Homo erectus) espalharam-se de África para a Ásia e Europa; mais tarde, durante a última glaciação, o homem moderno (Homo sapiens) chegou à Austrália e América. A extinção de muitos mamíferos, principalmente os de grande porte, durante a última glaciação pode também ter contribuído para a rápida expansão territorial dos humanos nesta altura.
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