querubim

Querubim ou karubu, entre os Acádios, designava o animal que mais tarde se veio a chamar grifo e que teve origem provavelmente no Médio Oriente, onde frequentemente se esculpiam em estruturas arquitetónicas (nomeadamente na Pérsia). Crê-se que a sua função de guardiães terá inspirado a sua colocação, na tradição bíblica, às portas do Paraíso, após a expulsão de Adão e Eva.
Os querubins, juntamente com os serafins, são responsáveis pelo primeiro movimento (chamado na altura, em latim, primum mobile) do firmamento na conceção medieval cristã do Céu, e são representados pelas estrelas fixas. Os querubins de tradição persa e assírio-babilónica (que transitaram posteriormente para a cristã, conforme se disse) são representados com espadas de fogo, guardando tesouros ou as portas do Paraíso. A sua função, de guardar aquilo que é precioso, foi também a razão mais provável para terem sido escolhidos para figurarem no topo da Arca da Aliança, segundo o Êxodo. Na hierarquia angélica situavam-se entre os serafins e os tronos. O teólogo que mais se dedicou ao estudo dos querubins foi o Pseudo-Dionísio Aeropagita, que os ligou estreitamente à sabedoria.
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