Questão do Canal do Panamá

O Panamá, proclamado independente em 1903 com o apoio dos Estados Unidos, concedeu o direito aos americanos de construírem o canal, manterem a ocupação do território nesta zona, bem como de aqui intervirem militarmente. Este último ponto desagradou os panamianos nacionalistas, que em 1904 conseguiram chegar ao poder através da eleição de Manuel Amador Guerrero para presidente. No período da construção do canal (1907-1914), e mesmo depois da sua conclusão, as tropas americanas operaram no Panamá para manter a paz e a ordem.
A abertura do canal em 1920 trouxe grande prosperidade para o Panamá, mas não silenciou os movimentos nacionalistas antiamericanos. Arnulfo Árias (1931) liderou um grupo revolucionário que tomou o poder e elegeu como presidente Harmodio Arias, em 1932, sem que os E. U. A. interferissem.
Arnulfo Árias, o pioneiro revolucionário, foi por sua vez eleito presidente em 1940; contudo, foi afastado em 1941 devido à sua simpatia pelas potências do Eixo. Nesse mesmo ano, o Panamá participou na II Guerra Mundial, ao lado dos Aliados. No período do pós-guerra os americanos (1948) retiraram as bases militares que haviam sido instaladas no país durante o conflito, mergulhando o Panamá numa recessão económica. Em virtude destes acontecimentos, o Panamá exigiu que os EUA entregassem o rentável canal. Em 1949 o chefe da Polícia José António Remón ajudou Arnulfo Árias a tomar o poder; este foi, todavia, deposto por Remón em 1951, quando dissolvia a Assembleia Nacional. Em 1952 estava em desenvolvimento um plano de reformas, travado em 1955 pelo assassínio de Rémon.
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