Questão do Levante

A expressão "escalas do Levante e da Barbaria" é utilizada nesta região para designar os molhes de estacaria com escadas para desembarcar as mercadorias e, consequentemente, a totalidade dos portos marítimos. O nome escala, aliás, vem do turco iskele (corruptela do italiano scala) e estende-se aos portos mercantis do Mediterrâneo submetidos ao domínio turco. As grandes escalas, aquelas que abundam nos livros dos mercadores e na literatura de viagens, são Constantinopla, Esmirna, Chipre, Cairo, Alexandria, Trípoli, Tunes, Argel. Nestes centros mercantis de enorme pujança, havia cônsules ou agentes comerciais de várias nações. No final do século XVII grande parte destas escalas é fortemente influenciada pela presença francesa, cujo cônsul detinha fortes poderes em termos comerciais e políticos.
Em todas as escalas, os mercadores e armadores, capitães ou patrões de navios debatiam com o cônsul assuntos de interesse comercial marítimo, taxas a receber sobre a carga e descarga dos navios, despesas e encargos na escala, etc.
Uma série de regulamentos aprovados por Luís XV, fixou os direitos e os deveres dos Franceses estabelecidos nas escalas. A mais restritiva das determinações, motivadora de fortes protestos, data de 8 de julho de 1749; de acordo com ela, esses comerciantes ficavam impedidos de aí obter bens fundiários.
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