R. M. Ballantyne

Escritor escocês, Robert Michael Ballantyne nasceu a 24 de abril de 1825, em Edimburgo. Filho de um editor de um jornal, frequentou a Academia de Edimburgo de 1835 a 1837, mas uma série de investimentos desastrosos mudaria a sorte da família, pelo que, com apenas dezasseis anos, o jovem Robert foi enviado para o Canadá, ao serviço da Hudson Bay Company, para negociar com os indígenas em locais selvagens e remotos.
Regressou à Escócia em 1847, onde começou a trabalhar nos escritórios da North British Railway Company em Edimburgo, período durante o qual publicou a sua primeira obra, Hudson Bay,Or The Life In The Wilds Of North America (1848), uma autobiografia da juventude passada nos territórios inóspitos do Canadá. Abandonando os caminhos de ferro em 1949, Ballantyne passou depois à indústria papeleira, de onde saiu ao fim de pouco tempo para se tornar sócio minoritário de uma empresa tipográfica, onde permaneceu até 1855. A partir do ano seguinte, Ballantyne passou a dedicar-se em exclusivo à escrita e às palestras. Revelando-se bastante prolífico, só em 1857 publicou cinco romances de aventuras, entre os quais The Coral Island, que o deixou insatisfeito por um suposto erro nas fontes em que se baseou para o criar, e que o levou a partir frequentemente em viagem para obter material em primeira mão. Assim, para a criação de The Lighthouse (1865), passou três semanas no farol de Bell Rock, foi bombeiro na cidade de Londres para poder escrever Fighting The Flames (1867) e viveu mais de três meses com os mineiros de St. Just para conseguir material para Deep Down (1868).
A obra de Ballantyne influenciou muitos outros escritores. O norte-americano Robert Louis Stevenson, por exemplo, afirmou ter sido The Coral Island grande atiçador na sua paixão pelos mares do Sul. Embora hoje em dia se questionem os valores por ele apresentados, como a depredação da fauna e o extermínio da vida indígena, tidos como perfeitamente normais na época colonialista, o autor foi o herói da juventude vitoriana, quer pelas suas narrativas empolgantes, como pelas descrições de mundos exóticos e até então quase inexplorados.
Ballantyne faleceu a 8 de fevereiro de 1894, em Roma.
Como referenciar: R. M. Ballantyne in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-11-14 18:46:02]. Disponível na Internet: