R.E.M.

Grupo originário de Athens (Georgia, EUA), atribui-se o seu nome ao fenómeno rapid eye movement, o estado do sono em que tem lugar o sonho, caracterizado por movimentos rápidos dos olhos. Os REM são o exemplo do grupo de garagem que atingiu o sucesso comercial sem desvirtuar os seus princípios artísticos.
Estrearam-se em 1981 com o single "Radio Free Europe". O primeiro álbum Murmur (1983), que fora antecedido de um EP, Chronic Town (1982), foi considerado Álbum do Ano pela revista Rolling Stone. Os seus temas mais fortes foram "Radio Free Europe", "Perfect Circle" e "Talk About The Passion". Assumindo influências de grupos como os Byrds (anos 60), desde os primeiros tempos construíram uma sonoridade inconfundível, alicerçada na voz peculiar de Mike Stipe, muitas vezes em harmonia com a de Michael Mills, e na guitarra melodiosa de Peter Buck.
Os álbuns seguintes foram o consolidar de um estilo: Reckoning (1984), Fables Of The Reconstruction (1985), Life's Rich Pageant (1986), Dead Letter Office (1987), um conjunto de lados B, temas ao vivo e versões, Document (1987) e Green (1988). Deste conjunto de trabalhos destacaram-se temas como "So. Central Rain", "Fall On Me", "It's the End of the World (As We Know It)", "The One I Love" ou "Orange Crush".
Em 1988, foram considerados O Melhor Grupo Americano pela revista Rolling Stone.
O ano de 1991 viu sair Out Of Time. Considerado por muitos uma obra-prima, teve sucesso sem precedentes na história do grupo e "Losing My Religion" constituiu-se como um dos temas pop mais marcantes da década de 90. Outros singles de sucesso: "Shinny Happy People", em dueto com Kate Pierson dos B-52's, "Near Wild Heaven" e "Radio Song".
Álbuns seguintes e respetivos êxitos: Automatic For The People (1992), que incluiu temas como "Drive", "Man On The Moon" e "Everybody Hurts"; Monster (1994), que teve em "What's The Frequency, Kenneth" e "Bang And Blame" os maiores êxitos; New Adventures In Hi-Fi (1996), que trouxe temas como "E-bow The Letter", "Bittersweet Me" e "Be Mine".
Up (1998) foi o primeiro álbum sem o baterista Bill Berry, que deixou o grupo em outubro de 1997. Deste trabalho foram extraídos os singles "Daysleeper" e "Lotus".
Atuaram em Portugal no dia 17 de junho de 1999 no Pavilhão Multiusos.
Os R.E.M. regressaram em 2001 com Reveal. Se o seu antecessor havia falhado na tentativa de revitalizar a progressão do grupo, este disco não foi a rampa de relançamento de que os R.E.M. necessitavam. Ainda assim, o single "Imitation Of Life" tornou-se um êxito relativo, baseado na sua sonoridade radio-friendly.
Em 2003, a Warner, celebrando 15 anos de ligação com a banda, lançou In Time : The Best Of R.E.M. 1988-2003. A compilação não colheu críticas muito positivas, até porque se centrava essencialmente nos últimos discos do grupo, esquecendo as fases de maior sucesso. Esta edição continha ainda um disco extra, com raridades e temas não editados. Uma nota ainda para referir a inclusão de um novo original ("Bad Day"), escolhido como single de apresentação.
Em janeiro de 2005 iniciaram a sua digressão europeia com um concerto em Lisboa, no Pavilhão Atlântico.
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