rádio


Embora já em 1865 o físico escocês J. Maxwell tivesse previsto a existência no espetro magnético de radiações não-visíveis, foi apenas em 1879 que o americano D. Hughes construiu um emissor-recetor rudimentar. No entanto, Hughes não compreendeu a importância da sua descoberta e apenas publicou os seus resultados vinte anos depois, portanto após Heinrich Hertz, um alemão, construir (em 1887) um emissor e um recetor de ondas de rádio.
Hertz demonstrou que esta instalação permitia transmitir energia à distância e ficou conhecido como o inventor das ondas de rádio, que tomaram o nome de ondas hertzianas.

Foi o italiano G. Marconi quem demonstrou as primeiras aplicações práticas da rádio, ao enviar através deste meio um telegrama de Inglaterra para França, em 1899, e ao transmitir uma mensagem em código morse da Inglaterra para o Canadá, em 1901.

Embora Marconi tenha feito grandes progressos, a transmissão de sons só foi possível com o aparecimento da válvula de vácuo, desenvolvida em 1906 por Lee de Forest, um americano. Esta descoberta levou ao estabelecimento de uma ligação radiotelefónica transcontinental, da Virgínia (EUA) para Paris. O desenvolvimento comercial da rádio foi, após esta fase inicial, muito rápido. Em 1920 existia já uma emissora norte-americana, enquanto que em Portugal o primeiro emissor, amador, surgiu em 1925.

A comunicação por rádio baseia-se na capacidade das ondas hertzianas de transmitirem uma parte da sua energia aos eletrões livres de um metal (na antena), produzindo neste uma corrente elétrica alterna com frequência idêntica à da onda. Para que haja comunicação via rádio têm que existir um emissor e um recetor.

No emissor encontra-se o gerador da onda portadora, que produz uma onda com uma frequência exata (a chamada frequência da estação). A onda portadora não inclui qualquer informação, existindo duas formas de lhe "adicionar" essa informação, num processo a que chamamos modulação.

Pode-se modular a amplitude (AM) ou a frequência (FM), alterando uma daquelas características da onda portadora em função do sinal proveniente da fonte sonora, um microfone ou um aparelho de reprodução áudio. No caso da modulação de amplitude, resulta uma onda de frequência constante (igual à da portadora) e de amplitude definida pela fonte sonora. No caso da modulação de frequência, resulta uma onda de amplitude constante cuja frequência depende do sinal da fonte sonora. A onda resultante passa então por um amplificador de potência e é enviada para a antena, constituída por um elemento condutor com um comprimento de 1/2 ou 1/4 do comprimento de onda, que irradia as ondas para a atmosfera.

No recetor as ondas hertzianas são captadas por uma antena metálica, na qual induzem a formação de uma corrente elétrica alternada cuja frequência é idêntica à das ondas hertzianas. Esta corrente é depois tratada de forma a eliminar as interferências e a frequência portadora, isolando assim a informação da fonte sonora modulada no emissor. Esta informação é então amplificada e enviada para um altifalante, onde é convertida em vibrações do cone, que, por sua vez, produzem ondas sonoras que reproduzem a fonte sonora original.
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