radioterapia

A radioterapia consiste na utilização da radioatividade e da radiação eletromagnética no diagnóstico mas também com fins terapêuticos. Neste caso, a gama de radiações usadas é muito mais ampla. Vão das ondas extracurtas, curtas, infravermelhos e ultravioletas até aos raios X e raios gama provenientes de radionuclídeos.
Os primeiros quatro tipos de radiações possuem uma energia menor e utilizam-se para elevar localmente a temperatura, por absorção no interior do organismo ou para obter determinados efeitos na pele.
Os outros dois são bastante mais energéticos e podem usar-se para destruir, por meio de feixes dirigidos com grande precisão, um tecido tumoral de crescimento não controlado. Para se conseguir este fim, é necessário matar as células que possuem um excessivo desenvolvimento ou pelo menos afetar a sua capacidade de divisão, mediante grandes doses de radiação, o que evita, por vezes, intervenções cirúrgicas perigosas. Em muitos casos, também se utilizam para tratamento pós-operatório. A principal dificuldade de um tratamento com estas características resulta do facto de lesar tecido são, pelo que qualquer terapia com radiações de alta energia representa um risco entre a necessidade de uma dose absorvida nos tecidos afetados e a mínima possível nos sãos.
Desenvolveram-se já vários métodos sendo de distinguir entre métodos internos e externos.
Na irradiação externa, aplica-se a radiação muito energética de raios X, raios gama e ultimamente mesmo, e de novo, feixes de neutrões, havendo já ensaios com feixes de muões. Estas radiações, com grande energia, concentram-se por meio de diafragmas especiais e dirigem-se para o tecido doente. Com o objetivo de não prejudicar as camadas de tecido que se encontram por cima ou por baixo do tumor, em relação aos raios incidentes, modifica-se várias vezes a direção da irradiação, por meio de um deslocamento, calculado exatamente, da mesa em que se encontra o doente ou da fonte de radiação. Deste modo, o tumor é atravessado gradualmente pelos raios, em todas as direções, e as células sãs recebem apenas doses reduzidas.
No método interno, introduzem-se substâncias radioativas diretamente no tumor. No seu percurso, estas radiações não causam praticamente qualquer dano no organismo, visto que são aplicadas em pequenas quantidades.

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