Rainha Noor da Jordânia

Monarca da Jordânia, Lisa Najeeb Halaby nasceu a 23 de agosto de 1951, nos Estados Unidos da América, no seio de uma importante família árabe-americana. Frequentou escolas em várias cidades americanas (Los Angeles, Washington D. C., Nova Iorque e Concord) até entrar para a Universidade de Princeton, de onde saiu com o curso de Arquitetura e Planeamento Urbano em 1974. A sua carreira profissional começou com a participação em diversos projetos de design e planeamento urbano nos EUA mas também na Austrália, Irão e Jordânia. Mais tarde tornou-se diretora de Planeamento e Projetos de Design da companhia aérea Royal Jordanian.
Em 1978 casou-se com o rei Hussein I da Jordânia no dia 15 de junho. Deste casamento nasceram quatro filhos: dois rapazes, os príncipes Hamzah (29 de março de 1980) e Hashim (10 de junho de 1981), e duas raparigas, as princesas Iman (24 de abril de 1983) e Rayah (9 de fevereiro de 1986). Fazem parte também da sua família dois filhos de um primeiro casamento do rei Hussein, a princesa Haya e o príncipe Ali.
Apesar desta família numerosa a que devotamente se dedicou, a rainha Noor tem-se dedicado desde 1978 a inúmeros projetos de intercâmbio entre o Médio Oriente e o resto do mundo de forma a criar-se uma nova imagem dos povos árabes e a desenvolver-se um quadro de relações mais profícuo. Para tal, Noor da Jordânia tem patrocinado e presidido a diversos projetos e atividades nacionais ligados à infância, maternidade e condição da mulher, educação, meio ambiente, cultura, arquitetura e planeamento urbano. Para além de várias instituições a que está ligada, a rainha Noor tem desde sempre colaborado com as Nações Unidas e com os seus projetos de desenvolvimento das áreas a que se dedica. Reunindo patrocinadores ou mecenas no mundo árabe e não só, tem canalizado fundos para instituições a que preside ou colabora, como a Noor Al Hussein Foundation (criada em 1985, de apoio à criança jordana e árabe), o Conservatório Nacional de Música da Jordânia (1985), o Children´s Heritage and Science Museum (1988), primeiro museu da criança do mundo árabe, o Royal Endowment for Culture and Education (uma das suas primeiras iniciativas, de 1979, congregando doadores para projetos culturais e educacionais). Tem promovido festivais de artes e cultura, apoiado o artesanato árabe, como o Jerash Festival for Culture and Arts, em parceria com a universidade jordana de Yarmouk e vários filantropos do país, com o intuito de promover e apoiar a cultura e as artes da Jordânia ou em relação com o país, bem como a preservação escavação dos sítios arqueológicos nacionais. Na década de 90, à parte as inúmeras organizações nacionais a que deu início ou apoio, ou com que colabora, a rainha Noor está na origem de duas importantes realizações de carácter humanitário e não governamental, em prol da paz e da segurança, da democracia e dos direitos fundamentais dos cidadãos, principalmente dos mais novos. São essas instituições a National Task Force for Children, fundada em 1995, a pedido do falecido monarca jordano, e a King Hussein Foundation, criada por decreto real em 1999. Ambas são dirigidas pela rainha, e têm uma abrangência de atividades imensa. Noor preside também à assembleia da Al Amal Cancer Center, instituição de apoio a doentes cancerosos na Jordânia e Médio Oriente. Em 1999, rebatizou uma outra instituição que apoiara em 1980, a The Jordan Society, em Washington D. C., agora chamada King Hussein Foundation - USA.
A nível internacional são inúmeras também as organizações de que é patrona ou mesmo presidente honorária, como a The World Conservation Union, a Birdlife International, a United World Colleges, o Center for the Global South at American University ou a United Nations University International Leadership Academy, algumas incidindo sobre áreas que afetam o Médio Oriente. Outra atividade meritória é a Landmine Survivors Network ou a International Campaign to Ban Landmines, organizações que tem apoiado e de que é um dos rostos visíveis.
Estas e outras instituições, organizações e atividades têm feito da figura da rainha Noor mais do que uma simples esposa real ou mãe de príncipes, não se resguardando na segurança do seu estatuto ou nas paredes gradadas dos seus palácios. Ainda jovem, a rainha Noor é uma referência da Jordânia e uma das personalidades mais ativas do mundo.
No seu país de adoção, a Jordânia, foi agraciada com o Grande Cordão Jordano de Al Nahda e com o Grande Colar de Al Hussein Bin Ali. Possui inúmeros doutoramentos honoris causa em Relações Internacionais, Direito e Letras. Noor fala fluentemente Árabe, Inglês e Francês, e aprecia o esqui, ténis, a vela, desportos equestres, a leitura, jardinagem e a fotografia, para além da família.
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