raios beta

Os raios beta foram descobertos em 1899 pelo físico e químico inglês Ernest Rutherford. Este construiu uma aparelhagem para o estudo das radiações emitidas por átomos de urânio.
Nessa aparelhagem, as radiações eram emitidas pelo material radioativo, contido no interior de um bloco de chumbo, e submetidas a um campo eletromagnético.
Depois de passarem pelo campo, algumas dessas radiações tinham a sua trajetória alterada em direção à placa carregada positivamente. Deste modo, estas radiações deveriam apresentar cargas negativas e foram denominadas raios beta. Em 1900, o físico francês Antoine Henri Becquerel comparou os desvios sofridos pelas partículas beta num campo eletromagnético com aqueles sofridos pelos eletrões. Dessa comparação, este cientista concluiu que as partículas beta e os eletrões eram iguais, isto é, os raios beta eram constituídos por eletrões.
Em 1934, o físico italiano Enrico Fermi chegou à conclusão que a fonte destes eletrões são os neutrões, descobertos apenas dois anos antes.
Os neutrões transformam-se em protões libertando um eletrão.
Ao contrário das partículas alfa, as partículas beta não são libertadas com uma energia cinética bem determinada, mas esta toma valores que se distribuem ao acaso (distribuição estatística).
Em 1931, a interpretação deste fenómeno levou o físico suíço de origem austríaca Wolfgang Pauli a supor que durante a desintegração beta (expulsão com grande energia do seu núcleo de origem) se emite outra partícula sem carga, nem massa em repouso, o neutrino, cuja descoberta experimental foi muito difícil precisamente por este não ter carga e por possuir uma massa muito pequena ou até não ter massa, problema que ainda hoje interessa muito os físicos.
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