raios gama

Os raios gama são constituídos por radiação composta por fotões cujas frequências se estendem aproximadamente desde os 5x1019 Hz até aos 1022 Hz.
Os raios gama são os mais energéticos e com menor comprimento de onda. Possuem elevado poder penetrante podendo mesmo atravessar um muro de betão ou 20 centímetros de chumbo.
São muito energéticos e perigosos pois destroem as células humanas provocando o cancro. Os raios gama foram descobertos, em 1900 pelo físico francês Paul Ulrich Villard (1860-1934) que descobriu que quando os elementos radioativos se desintegram originam uma radiação com um comportamento semelhante ao dos raios X, mas que possui muito mais energia e que penetra em camadas muito espessas das substâncias.
Os raios gama detetam-se de uma forma semelhante à usada para os raios X. Além do contador de Geiger-Muller podem utilizar-se semicondutores.
Na prática, os raios gama são produzidos na desintegração radioativa dos radionúclidos césio 137 ou cobalto 60. Para maiores valores de energia, utilizam-se betatrões. Os eletrões altamente energéticos gerados num betatrão, dirigem-se para um alvo de volfrâmio (tungsténio), onde são travados bruscamente. A sua energia cinética é irradiada sob a forma de raios gama de travagem como numa ampola de raios X.
As principais aplicações dos raios gama são na indústria em gamografia para observação de uma imagem de uma peça metálica numa placa fotográfica submetida a uma radiação gama, permitindo detetar possíveis defeitos. Em medicina e biologia para a destruição local de células dos tumores cancerígenos e para a esterilização de material hospitalar.
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