Raquel Maria

Atriz portuguesa, natural de Castro Verde, Raquel Maria Cabrita dos Santos iniciou a sua carreira no teatro amador na Sociedade Recreativa 22 de novembro, no Barreiro. O sucesso obtido com a peça João Gabriel Borkmann, de Henrik Ibsen, foi tal que o ator Luís Miguel Cintra e o dramaturgo Jorge Silva Melo a convidaram para fazer parte da fundação do Teatro da Cornucópia, onde se manteria cerca de 14 anos, de 1973 até 1987, altura em que passou a fazer parte do Teatro da Malaposta.
Mais conhecida como uma atriz cómica, são, no entanto, assinaláveis os êxitos obtidos em numerosas peças, onde defendeu, com enorme talento, tanto o drama como a comédia, como, por exemplo, E Não se Pode Exterminá-lo?, de Karl Valentin, Não se Paga, Não se Paga, de Dario Fo, Casimiro e Carolina, de Karl von Horváth, e A Páscoa, de August Strindberg. Além do teatro, Raquel Maria participou em mais de uma dezena de filmes, entre os quais A Vida é Bela, de Luís Galvão Teles (1982), Silvestre, de João César Monteiro (1982), Rosa Negra, de Margarida Gil (1992), Terra Fria, de António Campos (1995) e A Sombra dos Abutres, de Leonel Vieira (1998).
A sua participação na televisão seria, contudo, a que a aproximaria definitivamente do grande público, ao entrar em séries humorísticas como Os Malucos do Riso, Bora Lá, Marina e Aventuras de Camilo.
Raquel Maria faleceu aos 60 anos de idade, vítima de um cancro, a 26 de julho de 2006, pouco antes de completar 40 anos de carreira.
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