Rasputine

Monge ortodoxo russo, de seu verdadeiro nome Grigori Iefimovitch, nasceu em Prokrovskoie, junto a Tiumen, na Sibéria, em 1864 ou 1865, e faleceu em Petrogrado (São Petersburgo) em 1916. Proveniente de uma família de camponeses iletrados, adquiriu fama de santo homem e de curandeiro capaz de obrar milagres.
Por volta de 1905, a sua já conhecida reputação de místico introdu-lo no círculo restrito da Corte imperial russa, onde consta que chega mesmo a salvar Alexis, o filho do czar, de hemofilia. Perante este acontecimento, a czarina Alexandra Fedorovna dedicar-lhe-á uma atenção cega e uma confiança desmedida, denominando-o mesmo de "mensageiro de Deus". Com esta proteção, rapidamente Rasputine, influenciando ocultamente a Corte e principalmente a família imperial russa, colocará homens como ele no topo da hierarquia da poderosa Igreja Nacional Russa. Todavia, o seu comportamento dissoluto, licencioso e devasso (orgias, envolvimento com mulheres da alta sociedade) dará azo a denúncias por parte de políticos atentos à sua trajetória poluta, entre os quais se destacam Stolypine e Kokovtsov. O czar Nicolau II afasta então Rasputine, mas a czarina Alexandra mantém a sua confiança absoluta no decadente monge.
A Primeira Guerra Mundial trará novos contornos à atuação de Rasputine, já odiado pelo povo, que o acusa de espionagem ao serviço da Alemanha. Escapa a várias tentativas de aniquilamento, mas acaba por ser vítima de uma trama de aristocratas da grande estirpe russa, entre os quais Yussupov. É envenenado num jantar e depois baleado, acabando nas frias águas de dezembro do rio Neva.
Rasputine, pode dizer-se, está intimamente ligado ao descrédito da instituição czariana russa.
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