reações nucleares

Uma reação nuclear consiste na reação que se verifica entre partículas elementares e na qual as forças que intervêm são do tipo nuclear. A primeira delas, de tipo artificial, foi observada em 1919 por F. Rutherford.
Quando numa série de reações nucleares o agente que as provoca é produzido na reação anterior, diz-se que se trata de uma reação nuclear em cadeia. O agente mencionado costuma ser o neutrão.
Uma reação nuclear em cadeia consiste na sucessão de reações de fissão que se produzem num reator ou durante a explosão de uma bomba nuclear. No primeiro caso os neutrões são travados para conseguirem as melhores condições para a produção das fissões que geram a energia, enquanto que no segundo caso o seu desenvolvimento é muito rápido e todo o combustível da bomba é queimado em poucos milésimos de segundo.
A reação em cadeia, que só é possível quando se dispõe de uma quantidade mínima de material fissionável denominado massa crítica, inicia-se com a colisão de um neutrão com um núcleo fissionável que ao fragmentar-se origina núcleos de materiais mais ligeiros (fissão) e ao desprendimento de energia com o que se produz um excedente de neutrões que durante a sua deslocação pode encontrar novos núcleos fissionáveis para fragmentar, originando uma nova fissão. Este fenómeno, que pode ser multiplicativo, é controlado nos reatores nucleares para que a quantidade de neutrões libertados seja igual à de fissões, enquanto que na bomba atómica a reação é explosiva: as fissões aumentam de forma ilimitada até que o combustível se esgota.
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