Reforma Luterana

No final do século XIV a cristandade europeia dividiu-se com o Grande Cisma, que trouxe a obediência a dois papas, um em Roma e outro em Avinhão. Na centúria seguinte a questão estava arrumada, mas os papas tinham perdido entretanto a sua autoridade numa Europa onde se espalhavam as heresias, e onde a opulência do clero gerava fortes críticas por parte de alguns intelectuais.
Neste clima surgem fortes críticas à decadência da Igreja por parte de humanistas como Erasmo de Roterdão, e gera-se um movimento reformista denominado "Devotio Moderna".
No século XVI os cristãos do Velho Continente encontravam-se divididos entre católicos e protestantes. Este último grupo de cristãos surgira com a Reforma Protestante, desencadeada pela "questão das indulgências", latente desde o Grande Cisma. A Igreja Católica Apostólica Romana dava a possibilidade de o crente se redimir dos seus pecados mediante o pagamento de um tributo, que esta aplicava para sustentar o mecenato artístico, na manutenção dos prazeres mundanos do alto clero.
Martinho Lutero, um teólogo alemão, foi o primeiro grande reformador, que se manifestou contra a venda de indulgências e contra a decadência da Igreja Romana, como ato de protesto e a 31 de outubro de 1517, afixou nas portas de Wittenberg, as suas 95 teses contra as indulgências. Tal ato levou à sua excomunhão em 1520. Em 1521 foi banido do império pela Dieta de Worms, quando queimou a bula papal que o convidava a retratar-se.
Em seguida surgiram outros críticos da Igreja Católica, como João Calvino, o precursor do Calvinismo, e Henrique VIII, o monarca inglês que fundou o anglicanismo.
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