regra do octeto

A regra do octeto, diz, como o próprio nome indica, que cada átomo de um elemento químico, na molécula em que participa, encontra-se rodeado de um octeto de eletrões de valência, isto é, quatro pares eletrónicos de valência, sejam eles efetivamente ligantes ou não.
No que diz respeito ao átomo de hidrogénio verifica-se uma exceção, uma vez que nas moléculas em que participa, os respetivos núcleos ficam sempre rodeados de um par eletrónico ligante. Isto deve-se ao facto de que o gás inerte que segue o hidrogénio na Tabela Periódica é o hélio, cujos átomos têm apenas dois eletrões.
A regra do octeto relaciona-se com o facto dos elementos do segundo período da Tabela Periódica mostrarem grande tendência para se rodearem de oito eletrões de valência à semelhança dos gases inertes como o néon ou o árgon, o que lhes confere grande estabilidade química. A ligação covalente permite, assim, aos átomos agregarem-se de modo a que a redistribuição dos eletrões pela molécula lhes conceda o octeto eletrónico.
Para prever o modo como os eletrões de valência se distribuem numa molécula deve começar-se por contar os eletrões de valência de todos os átomos e colocar um par de eletrões em cada ligação. Em seguida deve-se colocar os eletrões nos átomos ligados ao átomo central de modo a que fiquem com oito eletrões (regra do octeto) e colocar aos pares os restantes eletrões do átomo central.
Se ao átomo central não for possível atribuir oito eletrões devem estabelecer-se ligações duplas e/ou triplas de modo que cada átomo possua oito eletrões.
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