Reino Protista

Os protistas podem, numa perspetiva evolucionista, ser considerados como um reino de transição. Esta posição baseia-se na hipótese de que os protistas foram as primeiras células eucarióticas e na sequência deles surgiram os diretos ancestrais da evolução das mais avançadas formas de vida: fungos, plantas e animais. Contudo, muitos investigadores não aceitam esta hipótese.
Os protistas são organismos eucariontes, unicelulares ou coloniais, com membrana nuclear e organelos. Estes, como, por exemplo, as mitocôndrias e os plastídeos, têm membranas complexas. A mitose nestas células ocorre da mesma maneira que nas outras células eucarióticas. Possuem cílios ou flagelos, com idêntica estrutura à encontrada nas outras células eucarióticas.
Constituem um grupo extremamente heterógeneo, com formas muito diversas.
De um modo geral, reproduzem-se assexuadamente por bipartição ou divisão múltipla. Alguns, contudo, apresentam ciclos sexuais com meiose e fusão de gâmetas. Neste caso, o zigoto é geralmente uma célula resistente, em vida latente nos períodos de frio e de seca.
De acordo com o seu modo de nutrição e outras características, são agrupados segundo categorias:
- protozoários, que têm motilidade e ingerem os seus alimentos como os animais;
- algas, que são fotossintéticas e portanto autotróficas;
- mixomicetos, que são semelhantes aos protozoários, especialmente às amibas, sendo o seu modo de nutrição dominante a fagocitose.
Do reino dos protistas fazem parte cinco filos: Protozoa (Protozoários), Euglenophyta (Euglenófitas), Crysophyta (Algas douradas), Pyrrophyta (Algas de fogo) e Gimnomycota (Mixomicetos).
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