relação período-luminosidade

A relação período-luminosidade, como o próprio nome indica, consiste numa relação entre o período de variação da luz e a magnitude (ou luminosidade) média absoluta das estrelas variáveis do tipo cefeidas: as estrelas com períodos curtos de variações de luz têm pequenas luminosidades absolutas, e vice-versa.
Esta relação foi descoberta pela astrónoma americana Henrietta Swan Leavitt (1868-1921), em 1912, a partir da observação das variáveis cefeidas existentes na Pequena Nuvem de Magalhães. Conhecido o período de uma variável cefeida, a relação período-luminosidade permite deduzir a magnitude absoluta da estrela. Como também se conhece a sua magnitude aparente, é possível determinar a distância a que ela se encontra, bem como a distância do sistema extragaláctico ou do cúmulo estelar a que pertence.
A relação período-luminosidade permite determinar distâncias até 10 milhões de anos-luz. Cerca de 1950 concluiu-se que existem dois tipos distintos de cefeidas (as cefeidas clássicas e as estrelas W Virginis, menos luminosas), a que correspondem relações período-luminosidade cuja representação gráfica dá retas sensivelmente paralelas. Esta descoberta provocou uma correção de um fator 2 nas distâncias até então consideradas para as galáxias.

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