Renault

A marca francesa de automóveis Renault foi fundada em 1899 pelos irmãos Marcel, Louis e Fernand Renault, que em junho desse ano apresentaram no Salão Automóvel de Paris dois modelos, o tipo A e o tipo B. Ambos tinham motores de 450 cc e só nesse ano foram produzidos 76 carros.
Em 1901, apresentou os modelos D e E e abriu uma fábrica nova na Bélgica.
No ano seguinte, foi construído o primeiro motor Renault, que permitiu aos irmãos vencer a corrida Paris-Viena, disputada entre França e Áustria. Em 1903, na corrida Paris-Madrid (Espanha), Marcel Renault morreu num acidente que vitimou ainda dez pessoas do público.
A nível de carros de estrada o sucesso da Renault manteve-se e em 1906 arriscaram a lançar o primeiro autocarro da marca. No ano seguinte, a Renault começou a fazer motores para aviões.
Fernand Renault morreu em 1909, restando apenas Louis que resolveu então mudar o nome de Irmãos Renault para Automóveis Renault.
Em 1913, a Renault já produzia dez mil viaturas por ano, mas, no ano seguinte, começou a Primeira Guerra Mundial, que durou até 1918. A Renault foi obrigada a reconverter as suas fábricas e construiu tanques para o exército francês.
Só em 1920 foi apresentado um modelo novo de automóveis, o Renault 10 CV, seguido do 6 CV em 1922.
Em 1925 surgiu o popular 40 CV, o primeiro a usar o símbolo em forma de diamante que ainda hoje se mantém.
Dois anos mais tarde, foi apresentado o Monasix que, depois de ter sido melhorado a nível de motorização, em 1928 se tornou num grande sucesso da marca. Na década de 60, ainda havia carros destes a circular em Paris, alguns deles com mais de um milhão de quilómetros percorridos.
Em 1938, Louis Renault visitou Berlim, na Alemanha, onde conheceu o projeto do Volkswagen "Carocha". Ficou de tal modo impressionado que quis produzir um carro parecido. No entanto, como em 1939 começou a Segunda Guerra Mundial, a produção parou e os ocupantes alemães obrigaram a Renault a trabalhar para o exército germânico. Às escondidas, a fábrica desenvolveu o protótipo do Renault 4CV, que ficou pronto em finais de 1942.
Em 1944, Louis Renault foi preso acusado de ter colaborado com os alemães e viria a morrer em outubro desse ano, enquanto decorriam as investigações.
Em janeiro de 1945, a Renault foi nacionalizada e mudou o nome para Regie Nationale des Usines Renault.
Durante a guerra, que terminou em 1945, as fábricas produziram material militar e só em 1946 foi retomada a produção de carros de passageiros.
No ano seguinte, foi finalmente lançado o Renault 4Cv que viria ser um dos carros mais importantes da história do automóvel, dado o sucesso que alcançou.
Em 1960 foi lançado o Alpine 110 "Tour de France", um modelo de características desportivas muito popular.
Em 1961 o Renault 4CV, que vendeu para cima de um milhão e cem mil unidades, foi substituído pelo Renault 4, que viria a vender mais de 8 milhões.
No ano seguinte foi lançado o R8, primeiro carro de produção em série com travões de disco nas quatro rodas.
Em 1965 foi lançado o R16, que viria a ser o primeiro da Renault a ganhar o título de Carro do Ano.
O Renault 12, apresentado em 1969, foi outro grande sucesso da marca francesa, embora não superasse o Renault 5, um pequeno carro que surgiu em 1972, que foi um dos maiores sucessos de sempre da Renault.
Na década de 80, surgiram novos modelos da Renault que fizeram bastante sucesso, são os casos do R9, do R11, do R19 e do Super5 que em 1985 substituiu o R5 e continuou o seu tremendo êxito. Em 1984 é lançada a Espace, um MPV (multi-purpose vehicle) desenvolvido pela Matra e comercializado pela marca gaulesa.
Em 1991, a Renault decidiu terminar com a designação dos carros por números. O primeiro modelo a ter nome foi o Clio, sucessor do Super5, que ganhou também o prémio de Carro do Ano.
A década de 90 ficou marcada pelo aparecimento de modelos como o Safrane, o Laguna e o Megane, assim como da segunda versão do Clio, já em 1998.
Tanto o Clio como o Megane continuaram a ser produzidos depois do ano 2000, após remodelações sistemáticas.
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