Richard Burns

Piloto de ralis britânico nascido a 17 de janeiro de 1971, em Reading, na Inglaterra. Com apenas 8 anos teve a sua primeira experiência ao volante de um automóvel quando o pai o deixou conduzir um Triumph 2000 num campo ao pé de casa.
Aos 11 anos, Richard inscreveu-se num clube automóvel para menores de 17 anos e, quatro anos depois, o pai levou-o a uma escola de condução de rali no País de Gales para fazer um pequeno teste. Ao fim de duas horas decidiu que queria ser piloto.
Aos 18 anos, Richard Burns já dava nas vistas em pequenas provas e chamou a atenção de David Williams, um dos homens fortes do mundo dos ralis. Em 1990, Williams deu-lhe um Peugeot 205 GTI para que pudesse participar no troféu nacional destes carros, uma competição vocacionada para achar novos talentos. Burns aproveitou a ocasião e venceu o troféu.
David Williams continuou a aposta em Richard e deu-lhe um Subaru Legacy de Grupo N para correr no campeonato nacional deste tipo de carros, uma espécie de segunda divisão dos ralis. Logo na primeira prova o jovem piloto ficou em segundo, o que levou a que fosse convidado a fazer o resto da temporada. Ao volante do Subaru, Burns sagrou-se campeão.
Em 1993, já integrado na equipa Prodrive Subaru, Richard Burns foi o mais jovem vencedor de sempre do Campeonato Britânico de Ralis. Tinha então 22 anos.
Fez depois dois anos de aprendizagem com participações em ralis fora da Grã-Bretanha e obteve bons resultados no Campeonato Ásia-Pacífico. No entanto, a incerteza quanto ao futuro da Subaru Prodrive levou a que se mudasse para a Mitsubishi em 1996, com a promessa de fazer algumas provas do Mundial de Ralis, designado WRC. Nesse mesmo ano, venceu o Rali da Nova Zelândia na categoria de dois litros.
Finalmente, em 1998, teve a oportunidade de fazer o Mundial na íntegra ao volante de um Mitsubishi Charisma GT. O piloto britânico não desiludiu e tornou-se mesmo o primeiro inglês a vencer uma prova do WRC fora do continente europeu, graças ao triunfo no Rali Safari, no Quénia.
As boas prestações levaram a que no ano seguinte fosse contratado para primeiro piloto da Subaru. Ao volante de um Impreza WRC venceu três provas (Grécia, Austrália e Grã-Bretanha) e no final foi vice-campeão do Mundo. Em 2000, tornou-se no primeiro inglês a liderar o WRC, mas as vitórias em Portugal, Quénia, Argentina e Grã-Bretanha não bastaram para ir além do segundo lugar no campeonato do Mundo, atrás do sueco Marcus Gronholm, da Peugeot.
Em 2001, Burns chegou finalmente ao título mundial, sendo o primeiro inglês a consegui-lo. Triunfos nas provas da Nova Zelândia e Grã-Bretanha foram suficientes para assegurar o título para o piloto da Subaru. No final da época mudou-se para a Peugeot, mas ao volante do 206 WRC não foi além do quinto posto em 2002.
No final de 2003, um tumor cerebral foi diagnosticado a Richard Burns, o que o obrigou a afastar-se da competição.
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