Rio Grande do Norte

O estado do Rio Grande do Norte fica no Nordeste do Brasil e faz fronteira a norte e a leste com o oceano Atlântico, a sul com o estado de Paraíba e a oeste com o Ceará. A cidade de Natal é a capital do estado que tem uma área de 52 796 km2 e uma população de 3 043 760 habitantes (censo de 2006). A densidade populacional é de 57,65 hab/km2 e a esperança de vida de 69,4 anos. Os naturais deste estado são chamados de norte-riograndenses ou potiguares, que em tupi significa "comedor de camarão". O território do Rio Grande do Norte é geograficamente o ponto mais próximo do continente africano.
O relevo reparte-se pela planície costeira que tem uma frente de 410 km de praias, planaltos, a norte do território, e uma depressão a contornar as terras altas. O ponto mais elevado fica na Serra do Coqueiro a 868 m de altitude. Os rios que percorrem o território do estado são na sua maioria temporários. Entre estes contam-se o Mossoró, o Apodi, o Piranhas, o Seridó ou o Jacu. A vegetação ao longo do litoral é composta por mangais, floresta tropical e ainda, para oeste, pela catinga. A região faz parte do Polígono das Secas com um clima semiárido na região centro e tropical na faixa litoral e a oeste. A temperatura média é de 27ºC com uma precipitação anual de 800 mm, no interior mas que no litoral pode atingir os 1500 mm.
A resistência dos índios Potiguares aliada ao facto dos franceses se terem estabelecido na zona, atrasou o povoamento da capitania de João de Barros. Enquanto os franceses acabaram por ser expulsos em 1535, os últimos indígenas só foram pacificados no final do século XVI. Em 1598, é construída uma fortaleza que iria dar origem à Vila de Natal. Durante duas décadas, os holandeses, que cultivavam a cana-de-açúcar, ocuparam o território do Rio Grande do Norte. Quando os portugueses recuperaram a soberania, enfrentaram uma forte oposição por parte dos índios que se uniram na Confederação dos Cariris. De 1701 em diante, a capitania passou a integrar a província de Pernambuco. A separação só tem lugar depois da independência e recebe o estatuto de estado federado em 1889. A criação de gado foi desde muito cedo a principal atividade da capitania. A produção de charque, carne seca ao sol, e a extração de sal, bem como o plantio do algodão, são as atividades tradicionais da região. Antes do período da República, já a indústria têxtil dava o seu contributo para a economia rio-grandense. O porto de Natal tem um papel importante, mas é o petróleo, extraído em terra e no mar, que coloca o estado numa posição de destaque na economia do país. O turismo é um setor em expansão onde se destacam as praias frequentadas todo o ano, como Pipa e Maracajaú ou as dunas de Genipabu. A posição geográfica do Rio Grande do Norte levou a que este ponto fosse escolhido para as primeiras travessias aéreas do Atlântico Sul.
Como referenciar: Porto Editora – Rio Grande do Norte na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-08-02 23:23:22]. Disponível em