Rita Hayworth

Atriz norte-americana filha de emigrantes espanhóis, Margarita Carmen Cansino nasceu a 17 de outubro de 1918, no bairro nova-iorquino de Brooklyn. Filha de bailarinos, ainda criança começou a seguir as pisadas dos progenitores. Com oito anos, estreou-se no cinema na curta-metragem La Fiesta (1926), onde dançou ao lado dos pais. Já adolescente, fez digressões com os seus pais, percorrendo os EUA de lés a lés. Quando a família atuou num clube noturno de Hollywood, um alto executivo dos estúdios Fox ficou impressionado com a beleza da jovem e convidou-a a assinar um contrato cinematográfico. Sob o nome de Rita Cansino, ocupou papéis minúsculos em filmes musicais e dramas como Under the Pampas Moon (1935) e Dante's Inferno (O Inferno de Dante, 1935). Mudou-se depois para a Columbia, mas as oportunidades continuaram a escassear, contentando-se com pequenos papéis em westerns de baixo orçamento e outros filmes de série B. Em 1937, adotou o nome artístico de Rita Hayworth. A sua grande chance surgiu pela mão do realizador Howard Hawks que a selecionou para um pequeno, mas importante papel em Only Angels Have Wings (Paraíso Infernal, 1939). Em plena década de 40, Rita era uma estrela em ascensão. Filmes como The Strawberry Blonde (Uma Loura Com Açúcar, 1941), You'll Never Get Rich (Nunca Serás Rico, 1941), My Gal Sal (Namorada, 1942) e Cover Girl (Modelos, 1944) foram filmes decisivos na construção da sólida carreira de Hayworth. O seu casamento em 1943 com o ator e realizador Orson Welles foi um dos mais mediáticos da história de Hollywood. Mas o filme mais emblemático da sua carreira foi Gilda (1946), um filme de Charles Vidor onde Rita desenvolveu todo o seu lado sensual. A sua canção Put the Blame on Mame, a cena de strip simulado e a bofetada que levou de Glenn Ford fizeram desse filme um êxito à escala mundial e tornaram Rita num símbolo sexual. Depois do musical Down to Earth (A Deusa Desceu à Terra, 1947), filmou ao lado de Welles o thriller The Lady From Shanghai (A Dama de Xangai, 1948). Rita teve que cortar o cabelo de propósito para o papel de mulher sedutora, mas nem o seu novo visual salvou o filme do naufrágio comercial. Nesse mesmo ano, divorciou-se de Welles e foi página constante na imprensa de escândalos ao envolver-se com o milionário playboy Ali Khan. Casaram-se em 1949 e imediatamente o príncipe exigiu a sua retirada imediata do cinema. A ligação durou apenas dois anos e quando Rita voltou às lides cinematográficas, tornara-se evidente que a sua estrela se havia eclipsado. Ainda rodou Salome (Salomé, 1953), Pal Joey (Querido Joey, 1957), Separate Tables (Vidas Separadas, 1958), The Happy Thieves (Os Alegres Ladrões, 1962) e Circus World (O Mundo do Circo, 1964). Os seus últimos filmes foram realizados em França e Itália e primaram pela mediocridade. Despediu-se ao lado de Robert Mitchum em The Wrath of God (A Morte pela Liberdade, 1972). Morreu a 14 de maio de 1987 em Nova Iorque, depois de ter travado durante oito anos uma luta desigual contra a doença de Alzheimer.
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