Robby Muller

Diretor de fotografia holandês, Robby Muller nasceu a 4 de abril de 1940, em Willemstad, nas Antilhas Holandesas. Formou-se pela Escola de Cinema na Holanda e começou a sua carreira cinematográfica como assistente de câmara. Em 1968, estreou-se como diretor de fotografia numa curta-metragem intitulada Toets. Muda-se depois para a Alemanha onde conhece o ainda assistente de realizador Wim Wenders, com quem inicia uma colaboração que se estende por diversos filmes: na curta-metragem a preto e branco Alabama: 2000 Light Years From Home. Em 1970, trabalha na primeira longa-metragem de Wim Wenders, Summer in the City, a que se seguem Die Angst des Tormans beim Elfmeter (A Angústia do Guarda-Redes no Momento do Penalty, 1972), Der Scharlachrote Buchstabe (A Letra Escarlate, 1973) e o drama Alice in den Stadten (Alice nas Cidades, 1974). Fez depois mais filmes com Wenders, como o thriller Der Amerikanishe Freund (O Amigo Americano, 1977), baseado no romance de Patricia Highsmith; Paris Texas (1984), com Harry Dean Stanton e Nastassja Kinski; o drama de ficção científica Bis ans Ende der Welt (Até ao Fim do Mundo, 1991); ou Buena Vista Social Club (1999), um documentário musical sobre velhas estrelas cubanas.
Em 1981, colaborou com Peter Bogdanovich na sua comédia They All Laughed (Romance em Nova Iorque), protagonizada por Audrey Hepburn e, em 1985, trabalhou com William Friedkin no thriller To Live and Die in L.A. (Viver e Morrer em Los Angeles). Dois anos depois, dirigiu a fotografia de Barfly (Amor Marginal), de Barbet Schroeder, um drama com Mickey Rourke e Faye Dunaway. Trabalhou também com Jim Jarmusch na curta-metragem Coffee and Cigarettes II (1989) e, em 1995, voltou a colaborar com este realizador no western Dead Man (Homem Morto), protagonizado por Johnny Depp, assinando uma portentosa fotografia a preto e branco.
Em 1996, trabalhou com Lars Von Trier em Breaking the Waves (Ondas de Paixão), um drama intenso com Emily Watson e, no ano seguinte, colaborou com Sally Potter em The Tango Lesson. Três anos depois, em 1999, voltou a colaborar com Jim Jarmusch no filme de ação Ghost Dog: The Way of the Samurai (Ghost Dog - O Método do Samurai), protagonizado por Forest Whitaker. Em 2000, trabalhou de novo com Lars Von Trier no seu bizarro musical Dancer in the Dark, com a cantora Bjork no papel principal.
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