Robert Bresson

Realizador francês, nasceu a 25 de setembro de 1907, na pequena aldeia francesa de Bromont-Lamothe.

Depois de enveredar na adolescência pela carreira de pintor, estreou-se como realizador e argumentista em Affaires Publiques (1934), curiosamente, aquela que viria a ser a única comédia da sua carreira.

Depois de combater na Segunda Guerra Mundial, realiza Anges du Péché (1944), um drama psicológico sobre uma ex-criminosa que se refugia num convento e aceita a conversão.

Em seguida, assinou o filme que lhe abriu as portas da notoriedade internacional: Les Dames du Bois de Boulogne (1945), a partir do romance de Diderot, com os diálogos a terem a assinatura de Jean Cocteau.

A sua visão ascética permaneceu em Journal d'un Curé de Campagne (Diário dum Pároco de Aldeia, 1951), a partir do romance de Georges Bernanos, sobre um padre que luta contra a resistência e desconfiança da sua comunidade.

O filme traduziu-se numa nova abordagem das personagens, centrada no monólogo interior do protagonista. Continuou a trabalhar com atores amadores em Un Condamné à Mort s'est Echappé (Escapou-se um Condenado à Morte, 1956), um relato de um prisioneiro da Gestapo baseado em factos verídicos.

Na década de 60, rendeu-se ao filme experimental e assinou Au Hasard, Balthazar (1966), uma parábola da vida de um jumento que, depois de estar num parque de diversões infantil, toma contacto com a crueldade dos homens ao ser morto pela guarda fiscal.

Voltou ao drama psicológico com Quatre Nuits d'un Rêveur (Quatro Noites de um Sonhador, 1971), uma adaptação do livro Noites Brancas de Dostoievski. O seu último filme foi L'Argent (1983), baseado num conto de Leon Tolstoi, com o qual obteve a Palma de Ouro do Festival de Cannes.

Morreu em Paris, a 22 de dezembro de 1999.
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