Rock Hudson

Ator norte-americano, Roy Harold Scherer Junior nasceu a 17 de novembro de 1925, em Winnetka. Em criança, ficou muito abalado com o divórcio dos pais. Depois de ter terminado os estudos liceais, empregou-se como carteiro e em 1944, foi incorporado nas forças americanas que combateram na Segunda Grande Guerra. Findo o conflito, decidiu instalar-se em Los Angeles. Confiante na sua aparência, começou a bater às portas das principais produtoras. Mas os primeiros tempos foram difíceis, tendo arranjado um emprego de camionista para sobreviver. Conseguiu um lugar de figurante no filme Fighter Squadron (1948) de Raoul Walsh e atraiu as atenções do agente Henry Wilson que, ciente das suas potencialidades como galã, escolheu-lhe o nome artístico de Rock Hudson. Depois de papéis secundários em filmes de baixo orçamento, teve a sua grande oportunidade com o filme Magnificent Obsession (Sublime Expiação, 1954) do realizador Douglas Sirk, em que desempenhou o papel de um playboy alcoólico que se torna cirurgião, de forma a devolver a vista a uma mulher (Jane Wyman) a quem inconscientemente cegara num acidente de viação. O melodrama foi um êxito e catapultou a carreira de Hudson. A melhor prestação de Hudson deu-se no épico The Giant (O Gigante, 1956) no papel do barão do gado Bick Benedict, papel que lhe valeu a nomeação para o Óscar de Melhor Ator. No decorrer das filmagens, conheceu a atriz Elizabeth Taylor com quem iniciaria uma longa amizade. Todavia, para disfarçar os rumores de homossexualidade que a imprensa de escândalos já aventava em relação a si, casou-se em 1955 com a sua secretária, ligação essa que duraria três anos. Voltou a trabalhar com Douglas Sirk em êxitos como All that Heaven Allows (O Que o Céu Permite, 1955) e Written on the Wind (Escrito no Vento, 1956). Depois de ter encabeçado a adaptação do romance de Ernest Hemingway A Farewell to Arms (Adeus Às Armas, 1958), Hudson preferiu fazer uma viragem na sua carreira e dedicar-se às comédias, muitas delas ao lado de Doris Day como Pillow Talk (Conversa de Travesseiro, 1959). Era o zénite da carreira de Hudson: no início dos anos 60 do século XX, era uma das estrelas mais bem pagas e tinha a honra de trabalhar com realizadores credenciados como Howard Hawks em Man's Favorite Sport (O Desporto Favorito dos Homens, 1964) e Arthur Hiller em Tobruk (1967). Nos anos 70, a sua carreira entrou em franco declínio: a maior parte dos seus filmes foram colossais fiascos de bilheteira. Refugiou-se em séries policiais televisivas como McMillan and Wife (O Casal McMillan, 1971) e The Devlin Connection (1982). Despediu-se do cinema com o thriller The Ambassador (O Embaixador, 1984). Em 1985, enquanto gravava alguns episódios da soap-opera Dinasty (Dinastia, 1981-86), tornara-se visível que o ator padecia de uma doença grave: perdera peso, tinha longos lapsos de memória e dificuldades de expressão. Numa conferência de imprensa, chocou o mundo ao assumir a sua homossexualidade e que estava infetado com o vírus da SIDA. Na altura em que esta era pouco conhecida internacionalmente, Hudson foi a primeira celebridade a dar um rosto visível à doença. Morreria dias depois, a 2 de outubro de 1985, em Los Angeles.
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