Rodes

Ilha principal do arquipélago de Dodecaneso, conheceu um passado brilhante e tem uma história que está ligada às culturas minoica, dórica, helenística e medieval.
Foi ocupada pelos Aqueus e depois colonizada pelos Dórios, cerca de 900 a. C. Mais tarde, Rodes fundou colónias, como: Gela, na Sicília, Fasélis, na Lícia, e Solos, na Cilícia.
Esteve, no século VI a. C., sob o domínio persa e, em 477 a. C., foi integrada na Liga de Delos, contra a qual se rebelou durante a Guerra do Peloponeso. Possuía três cidades - Lindos, Ialisos e Camiros - que foram reunidas em 408 a. C. sob o nome de Rodes.
No século III a. C. registou um período de grande desenvolvimento: detentora de uma poderosa frota, Rodes lutou contra a pirataria. A sua legislação marítima era famosa, e alguns dos seus princípios vieram a ser aplicados mais tarde em Veneza e Bizâncio. Depois do sismo de 225 a. C., Rodes foi reconstruída com a ajuda de Hierão II. Começa então o seu declínio ao ser preterida por Roma em benefício de Delos.
Além de ter sido um ativo empório e centro produtor de cerâmica, Rodes notabilizou-se como berço ou pátria adotiva de filósofos, de poetas e de artistas. É também famosa pelo seu Colosso, estátua do Sol, destruída por um terramoto e que foi uma das 7 maravilhas do Mundo.
Os mitos sobre a origem da ilha e do seu culto a Hélios (Sol) foram imortalizados na VII Olímpica de Píndaro.
A cidade medieval de Rodes foi classificada como Património Mundial pela UNESCO.
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