Roma, Cidade Aberta

Roma, città aperta, na sua versão original, foi realizado por Roberto Rossellini em 1945. A ação passa-se durante a Segunda Guerra Mundial, terminada nesse mesmo ano. Trata-se da história de um militante comunista e membro da Resistência (Marcello Pagliero), procurado pela Gestapo, que decide fugir da sua casa em Roma e procurar um esconderijo nos arredores. Traído pela sua namorada, é alvo de uma tentativa de salvamento por parte de Pina (Anna Magnani), noiva do seu melhor amigo e pelo Padre Pellegrini (Aldo Fabrizi), mas morre à mercê das torturas da Gestapo. Este filme foi um dos grandes marcos do cinema europeu, por ter marcado o início do neorrealismo no cinema transalpino. O filme, muito devido à sua temática, foi o primeiro filme europeu a ser exibido nos Estados Unidos da América depois do fim da Segunda Guerra Mundial e conheceu grande popularidade. Devido a tal, Rossellini recebeu diversos convites para filmar em Hollywood, algo que não chegou a concretizar. Este clássico foi filmado secretamente ainda numa capital ocupada pelos nazis. Para passar despercebido, Rossellini não utilizou equipamento de som durante as filmagens. O realizador chegou mesmo a recrutar elementos da Resistência italiana para fazer figuração. Toda a história é filmada em tom de documentário, suportado num excelente trabalho de fotografia de Ubaldo Arata, com uma narrativa e visualismo bastante crus, algo inusitado para a época e que influenciaria uma escola de realizadores que incluía nomes como John Cassavetes e Robert Altman. O filme venceria a Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1946. O argumento, elaborado por Federico Fellini e Sergio Amidei foi nomeado para o Óscar de Melhor Argumento Original.
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