Romain Gary

Escritor francês, de origem russa, que tanto escrevia em francês como em inglês, nascido a 8 de maio de 1914, em Vilnius, na Lituânia, ou em Moscovo, com o nome de batismo Roman Kacew, e falecido a 2 de dezembro de 1980, em Paris. Kacew, cuja verdadeira naturalidade nunca foi confirmada, residiu em França desde os catorze anos e assumiu a nacionalidade francesa.
Romain Gary foi o pseudónimo escolhido na maior parte da sua obra literária, mas também recorreu ao nome Émile Ajar para assinar quatro romances, algo que só foi descoberto após a sua morte. Quem assumia a identidade de Ajar era um primo de Roman.
O escritor conquistou duas edições do Prémio Goncourt, um dos mais importantes do panorama literário francês, a de 1956 com o romance Les Racines du Ciel, assinado por Romain Gary, e a de 1975 com La Vie Devant Soi, enquanto Émile Ajar. Também recorreu aos pseudónimos Shatan Bogat e Fosco Sinibaldi, embora não tenham adquirido a importância dos já mencionados.
Em 1935, o escritor publicou dois contos, L'Orage e Une Petite Femme, onde era visível a influência de André Malraux. Dois anos mais tarde, lançou o romance de estreia, Le Vin des Morts. Em 1945, enquanto vivia em Inglaterra, lançou o seu primeiro romance com a assinatura de Romain Gary, L'Education Européenne, que tem por protagonista um rapaz de 14 anos que pertence à resistência polaca contra os invasores nazis. Publicou ainda obras como La Danse de Gengis Cohn, Les Racines du Ciel, Lady L e Chien Blanc.
Em 1974, recorreu pela primeira vez ao pseudónimo Émile Ajar, com o qual assinou então Gros-Câlin. Ainda no mesmo ano, lançou Les Têtes de Stephanie com a assinatura Shatan Bogat, depois de, em 1958, ter escrito L'Homme à la Colombe sob o pseudónimo Fosco Sinibaldi.
Algumas das obras de Romain Gary foram adaptadas ao cinema. La Vie Devant Moi, realizado em 1977, pelo egípcio Moshe Mizrahi, ganhou o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Em 1979, o grego Costa Gavras realizou Clair de Femme, que contou com interpretações de Yves Montand e Romy Schneider. O próprio Romain Gary experimentou a realização cinematográfica, mas os seus dois filmes, Les Oiseaux Vont Mourir au Pérou, de 1968, e Kill!, de 1971, não tiveram sucesso. Durante a Segunda Guerra Mundial, Gary serviu na força aérea da França livre e no Norte de África, combatendo os alemães. Depois, fez carreira como diplomata, tendo passado alguns anos em Los Angeles, nos Estados Unidos da América. Gary foi casado com a atriz norte-americana Jean Seberg, que se suicidou em setembro de 1979, um ano antes de ele fazer o mesmo. Romain Gary suicidou-se com um tiro na cabeça.
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