Rosa Montero

Escritora e jornalista espanhola, nasceu a 3 de janeiro de 1951, em Madrid.
Entre os cinco e os nove anos esteve retida em casa por sofrer de tuberculose e foi nessa época que começou a ler e a escrever com assiduidade.
Depois de curada, regressou à escola para frequentar o Instituto Beatriz Galindo, em Madrid. Aos 17 anos, inscreveu-se na Faculdade de Filosofia mas, no ano seguinte, em 1969, mudou para a Escola de Jornalismo. Ao mesmo tempo, fazia teatro independente. No verão de 1970, começou a escrever alguns artigos no diário Informaciones, de Alicante, seguindo-se uma colaboração na revista Tele-Radio e em diversos órgãos da Imprensa. A partir de 1976 passou a trabalhar exclusivamente para o diário espanhol El Pais e, dois anos depois, ganhou o prémio Mundo de entrevistas, uma área onde se especializou.
Realizou o sonho que acalentava desde a infância, o de se tornar escritora, em 1979, com o lançamento do seu primeiro romance Crónica del desamor.
Trabalhou também em televisão, na TVE, tendo sido enviada especial a países como França, Grécia, Iraque, Suíça, Estados Unidos da América, Austrália, Índia e a vários da América Latina.
Em 1980, ganhou em Espanha o Prémio Nacional de Jornalismo relativo a entrevistas e artigos literários. Entretanto, entre 1980 e 1981, foi redatora-chefe do suplemento de domingo do El Pais. Neste último ano, foi para Londres onde terminou a elaboração do romance La Función Delta e publicou o livro de entrevistas Cinco años de país, uma coletânea de vinte entrevistas publicadas no El País entre 1977 e 1981.
Dois anos depois, publicou o romance hiper-realista Te trataré como una reina, que foi um bestseller em Espanha em 1984. Passado três anos, voltou a ganhar o Prémio Mundo de entrevistas e, no ano seguinte, publicou mais um romance Amado amo, um novo sucesso de vendas. Em 1990, lançou Temblor, seguindo-se o conto juvenil El nido de los sueños em 1992, Bella y oscura em 1993, La vida desnuda em 1994 e uma série de histórias infantis. Ainda em 1994, em parceria com a compositora Marisa Manchado, escreveu o libreto da ópera El cristal de agua fría, baseada no seu romance Temblor.
Em 1995, editou Histórias de Mulheres, que chegou a Portugal em 1997, composto por biografias de mulheres como Agatha Christie, Simone de Beauvoir, Frida Kahlo, entre outras. Volvidos dois anos, Rosa Montero ganhou o I Prémio primavera de Novela com o romance La Hija del Canibal (A filha do canibal).
Em 1999, ganhou o Primeiro Prémio Literário e de Jornalismo Gabriel García Marquez do Instituto La Laguna de Madrid em reconhecimento pelo seu trabalho no El Pais.
No ano 2000, chegou a Portugal Paixões, uma recolha de 18 histórias reais de amor publicadas inicialmente no El País. No ano seguinte, um conto seu, Parecia o Inferno, integrou o livro Histórias do Mar, de que faziam parte histórias de autores como Luís Sepúlveda e Antonio Sarabia.
Das suas obras publicadas contam ainda o romance O Coração do Tártaro, editado em Portugal em 2003; A Louca da Casa, de 2004, uma obra sobre a imaginação, onde mistura géneros como o romance, a biografa e o ensaio; e História do Rei Transparente, lançado em 2006, um livro que reporta ao século XII, em plena idade média, e constitui um retrato da condição humana, tendo como personagem principal uma mulher que, para se proteger, veste a pele de um soldado que morreu em batalha.
Como referenciar: Rosa Montero in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-09-22 01:10:00]. Disponível na Internet: