Rosalía de Castro

Escritora espanhola, nasceu em fevereiro de 1837, em Santiago de Compostela, Espanha e morreu em julho de 1885, em Padrón, perto de Santiago, vítima de cancro. É uma das figuras mais notáveis da literatura galega e castelhana. Foi, com Bécquer, precursora do sentir da poesia moderna espanhola. No entanto, foi na Galiza que encarnou o mundo dos afetos, das crenças, das dores e da saudade. Os seus trabalhos completos apareceram em 1973.
Em 1857, Rosalía publicou o seu primeiro livro, La flor, seis poemas românticos escritos em castelhano. No ano seguinte, casou com o historiador Manuel Murguía, um defensor da Renascença galega. Depois de várias viagens por Espanha, fixou-se na Galiza, onde viveu até à morte. Foi autora de várias novelas, no entanto, é mais conhecida pela poesia das obras Cantares gallegos (1863) e Follas novas (1880) - ambas escritas em galego - e En las Orillas del Sar (1884), escrita em castelhano. Devido às infidelidades do marido, a quem dedicou um profundo amor, tornou-se uma mulher desiludida, só e infeliz. Por volta de 1867, Rosalía começou a descrever os próprios sentimentos em verso - o remorso, o desejo reprimido, a angústia de viver, a desilusão da solidão espiritual, o medo da morte, a efemeridade da afeição, a sensação de que tudo é inútil. Toda esta complexidade emocional faz da autora uma sentimentalista ultrarromântica, profundamente lírica.
Parte do seu trabalho tem um lado épico, especialmente quando expressa o espírito do povo galego - a alegria, a sensatez, o folclore, o ressentimento pelo domínio castelhano, o amor à pátria e a mágoa da pobreza e da emigração. A monotonia da vida caseira, os dias cinzentos, os rios parados, os pinhais verdes e nostálgicos, os sinos de Bastabales, a chuva miúda, os cemitérios familiares e os moinhos em ruínas encontram-se nos chamados "arinhos da miña terra".
Como referenciar: Rosalía de Castro in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-10-24 02:28:43]. Disponível na Internet: