S. Celestino I

Papa italiano, de 10 de setembro de 422 a 27 de julho de 432, foi diácono e arquidiácono no pontificado de Inocêncio I e era natural da Campânia.
Providenciou o restauro da basílica romana de Santa Maria in Trastevere, destruída pelo saque de Alarico em 410, e erigiu a de Santa Sabina no monte Aventino (Roma).
Para contrariar o poder que o imperador pretendia deter sobre a Igreja, este papa adotou as normas do Concílio de Sardes (realizado em 342 e 343) à legislação que se aplicava no Ocidente e depois se passou a empregar no Oriente, tornando-se assim a Sé Apostólica uma espécie de tribunal de último recurso. Remeteu para a Britania (Grã-Bretanha) uma delegação à cabeça da qual estava São Germano de Auxerre, com a missão de acabar com as heresias que ali medravam. No ano de 431 o bispo Paládio foi mandado para a Irlanda para fundar a primeira igreja fora do território romano.
Restabeleceu também o vicariato de Ilíria (Grécia) e ordenou a expulsão dos partidários da doutrina de Pelágio das igrejas do Ocidente.
A querela entre Nestório (ou Nestor) de Constantinopla e São Cirilo de Alexandria foi arbitrada por São Celestino, que depois de receber uma carta do primeiro a expor a sua conceção da separação das naturezas terrena e divina do Filho seguida de uma do segundo, que considerava a posição do bispo de Constantinopla herética, se aconselhou com João Cassiano e convocou um sínodo, realizado a 10 de agosto de 430.
Nestório foi excomungado e o papa delegou em São Cirilo a missão de pôr em prática a sentença decidida no sínodo.
No concílio de Éfeso, realizado no ano de 431, foi definitivamente condenada a doutrina de Nestório e confirmada a legitimidade do papa, enquanto sucessor direto de São Pedro - que Jesus tinha tornado plenipotenciário na Terra - de julgar todos os casos que lhe fossem apresentados.
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