S. Libério

Papa de naturalidade romana, exerceu o papado de 17 de maio de 352 a 24 de setembro de 366. Grande defensor da ortodoxia de Niceia, foi em 355 exilado para a Trácia pelo imperador Constâncio II, que era partidário do arianismo pois não desejava que a Igreja latina e a grega se dividissem. Este facto provocaria também uma separação política inconveniente.
O desterro de Libério resultou da sua posição contra as decisões dos concílios de Arles (353) e de Milão, convocados para resolver a divergência de atitudes sobre a consubstancialidade do Pai e do Filho e dos quais resultou a condenação de Santo Atanásio, que não os considerava consubstanciais. Este exílio provocou a eleição de um antipapa, Félix II, que no entanto não foi popular. Dois anos depois, em 357, Libério assinou um documento afirmando a sua crença na doutrina de Arrio para poder voltar a assumir as suas funções, o que se verificou um ano mais tarde. Nessa altura Félix II teve de fugir, devido à antipatia que despertava.
No ano 354, de acordo com a vontade já expressa pelo seu antecessor, S. Júlio I, oficializou os festejos natalícios a 25 de dezembro, conseguindo, desta forma, assimilar as festas pagãs cristianizando-as.
Mandou erguer a Basílica Liberiana no Monte Esquilino (Roma), que entretanto foi destruída e se voltou a erguer no ano de 450, chamando-se ulteriormente Santa Maria Maggiore, e iniciou a redação do Catálogo Liberiano (relação dos mártires, confessores, papas e imperadores).
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