S. Marcelino

Papa italiano, durante o seu papado, de 30 de junho de 296 a 25 de outubro de 304, foi estabelecida a lei imperial que proibia o acesso dos cristãos ao exército e à Administração (no ano de 297). Seis anos depois, uma outra determinação provocou a apreensão das propriedades pertencentes à Igreja, assim como os livros e as terras onde se encontravam os cemitérios. Contudo, havia já elementos da família imperial que se tinham convertido ao cristianismo, como Helena (que seria mãe de Constantino), a mulher do imperador Diocleciano (chamada Prisca) e a sua filha, Valéria.
Este papa, presumivelmente de naturalidade romana e filho de Projectus, deu autorização a um diácono, Severo, para que se fizessem obras de alargamento na catacumba de São Calisto.
Era defensor do perdão, acompanhado de severas expiações, para os que tinham renegado a fé em Cristo na altura das perseguições e se queriam redimir, depois de passado o perigo. Quando se iniciou a perseguição de Diocleciano (303) a catacumba foi confiscada, assim como todas as outras propriedades pertencentes aos cristãos.
Segundo o Liber Pontificalis, foi morto por decapitação, depois de se arrepender de ter oferecido incenso e sacrifício aos deuses, como o imperador Diocleciano exigia. Outras fontes contam que a acusação de sacrificar aos deuses pagãos era falsa, assim como outra relativa à entrega dos livros sagrados aos romanos imediatamente após o primeiro édito, e que foram feitas pelos hereges donatistas (particularmente o bispo africano Petiliano de Constantine). Contra estas acusações, que abrangiam também os presbíteros romanos, considerou-se que apenas os diáconos Cassius e Estrato eram culpados da entrega dos livros, aquando das confiscações efetuadas pelas autoridades.
Foi então sepultado na catacumba de Priscila (que era privada, da família Acílio Glabrio, e se situava na Via Salaria), tendo os seus restos mortais sido venerados pelos cristãos romanos e roubados no ano de 827.
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