San Martin e Bolívar

San Martin
San Martin era natural da Argentina, embora tivesse passado parte da sua infância e da sua juventude em Espanha, onde teve treino militar. Só em 1812 voltou a Buenos Aires para se juntar à revolta, da qual se tornou líder. San Martin estudou uma arrojada estratégia de ataque das forças imperialistas, pela qual pretendia levar um exército revolucionário a atravessar os Andes, e usar o Chile como a sua base para atacar o centro do Peru. Em 1816 organizou cerca de 5000 homens em Mendonça, conduzindo-os ao encontro dos seus inimigos na batalha de Chacabuco, em 1817. Após este ato revolucionário entrou em Santiago. E o Chile tinha assegurada a sua independência na Batalha de Maipú. De seguida, San Martin apostou na preparação da invasão do Peru, e para isso organizou um exército e uma frota naval. Conseguiu afastar os imperialistas de Lima, a capital, e declarou a independência do Peru em 28 de julho de 1821. Os seus planos não correram como esperava e teve de pedir apoio de Bolívar, que exigiu a seu afastamento em troca do envio de tropas colombianas. Deixou Lima e faleceu em França em 1850.
Bolívar
Este ambicioso crioulo nasceu no seio de uma família abastada de Caracas, em 1783. De início não estava empenhado na luta pela independência, até despertar para a revolução em 1810. Cinco anos depois refugiou-se no Haiti, onde planeou em 1816 a sua estratégia para chegar a Caracas e subir o rio Orinoco. Na batalha de Boyacá venceu os realistas e entrou em Bogotá. O seu triunfo foi evidente após a batalha de Carabobo, em 1821, que lhe deu novo alento para sonhar com a unificação da Grande Colombia (Venezuela, Colombia e o Equador). Em 1822, as suas tropas lideradas por Sucre, atingiram o Peru, e em 1824 participou em duas batalhas de Junín e de Ayacucho. Nesta altura estavam já libertadas as colónias espanholas da América do Sul.
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