Santa Catarina

O estado de Santa Catarina fica situado na região Sul do Brasil . Faz fronteira a norte com o estado do Paraná, a leste como oceano Atlântico, a sul com o estado do Rio Grande do Sul e a oeste com a Argentina. Tem 95 346 km2 de área e a capital, Florianópolis, foi fundada na ilha de Santa Catarina. A população é de 5 958 266 habitantes (censo de 2006) e a expectativa de vida de 74,5 anos é a mais elevada do Brasil.
No litoral, o relevo é caracterizado por zonas baixas com ilhas ao longo da costa, das quais a ilha de Santa Catarina. O Planalto Meridional do Brasil ocupa dois terços do território e para o interior fica uma zona de serras, com a Serra Geral, uma extensão da Serra do Mar. O ponto mais elevado é o pico da Boa Vista a 1827 m na Serra da Anta Gorda. O rio Uruguai, que faz fronteira a sul e os seus tributários, como o Canoas e Pelotas cortam o planalto. Outros rios como o Itajaí, o Iguaçu, que faz fronteira a norte ou o Tubarão formam a rede hidrográfica do estado de Santa Catarina. A vegetação é favorecida pelas chuvas frequentes. No litoral ficam os mangais, a mata de pinheiros brasileiros na região centro e a floresta Atlântica a leste e oeste. O clima é sub-tropical, mas existem variações entre as terras baixas do litoral e as terras altas. Em média a temperatura é de 18ºC. Em Santa Catarina, as estações estão bem divididas e caracterizadas.
Os espanhóis tentaram ocupar a ilha de Santa Catarina em várias ocasiões e a última teve lugar em 1572, chamava-se então de Ilha dos Patos. Os indígenas começaram a ser catequizados, pelos jesuítas, a partir de 1549. Apesar da missão ser liderada pelo padre António da Nóbrega, os resultados foram infrutíferos. A vila de Laguna foi fundada em 1676, por uma bandeira paulista e durante o século XVIII representava o aglomerado urbano de maior relevo do litoral catarinense. A necessidade de povoar a região, que se encontrava sob a ameaça direta dos vizinhos sul-americanos, data desta altura. A região, sem riquezas naturais e uma economia incipiente, não atraia os colonos. Foi preciso o governo do Rio de Janeiro tomar medidas nesse sentido para povoar o território. Os primeiros, ainda no século XVIII, foram os açoreanos, mas no século seguinte sucederam-se vagas de alemães, italianos e polacos, entre outros, que fomentaram a agricultura, o artesanato e a vinicultura. As tradições dos países de origem emprestaram um cunho particular à região, constituindo mesmo uma atração turística nos dias de hoje. O estado de Santa Catarina não ficou à margem do que se passava no resto do país e as ideias republicanas também se repercutiram lá. Por ocasião da Revolução dos Farrapos, que teve lugar no estado vizinho do Rio Grande do Sul, foi proclamada a República da Juliana em 1839. A capital desta república que durou quatro meses foi Laguna. Foi ainda pioneira na abolição da escravatura, mesmo antes da publicação da Lei Áurea. O estado de Santa Catarina, só a partir do fim da Segunda Grande Guerra é que viria a conhecer um desenvolvimento, que faz dele uma referência no Brasil de hoje em termos de desenvolvimento. O turismo e as indústrias têxteis, cerâmica e a construção civil são alguns dos pontos fortes da economia catarinenese do século XXI.
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