Santa Maria da Feira

Aspetos Geográficos

O concelho de Santa Maria da Feira, do distrito de Aveiro, localiza-se na Região Norte (NUT II), no Entre Douro e Vouga (NUT III). É limitado a norte pelo distrito do Porto, a oeste por Espinho e Ovar, a sul por S. João da Madeira e Oliveira de Azeméis e a este por Castelo de Paiva e Arouca.
Abrange uma área de 214,7 km2, subdividida em 31 freguesias: Argoncilhe, Arrifana, Caldas de S. Jorge, Canedo, Escapães, Espargo, Santa Maria da Feira, Fiães, Fornos, Gião, Guisande, Lobão, Louredo, Lourosa, Milheirós de Poiares, Mosteiró, Mozelos, Nogueira da Regedoura, Paços de Brandão, Pigeiros, Rio Meão, Romariz, Sanfins, Sanguedo, Santa Maria de Lamas, São João de Ver, São Paio de Oleiros, Souto, Travanca, Vale e Vila Maior.

O natural ou habitante de Santa Maria da Feira denomina-se feirense.

O concelho abrange uma área com altitude média de 185 metros, onde passam o rio Lavandeira, que desagua na ria de Aveiro, e o rio Uíma, que desagua no Douro. No concelho estão situadas as termas de S. Jorge, onde correm águas medicinais a cerca de 23ºC, sulfurosas e alcalinas, utilizadas no tratamento de reumatismo, artritismo e dermatoses.

História e Monumentos

No concelho há vestígios da passagem de povos pré-históricos, contudo a primeira referência encontrada feita a Santa Maria da Feira é do ano de 977. Havia sido habitada pelos Romanos, sendo denominada de Civitas Sanctae Mariae.

Em 1251 estas terras apareceram denominadas de "Vila da Feira" nas Inquirições de D. Afonso III. A povoação e os castelos foram dados por D. Dinis a D. Isabel de Aragão como parte do dote. Em fevereiro de 1514 D. Manuel outorgou um foral novo a estas terras, designando-as de Vila da Feira e Terra de Santa Maria.

Em 1899 a Vila da Feira perdeu algumas freguesias, que passaram a fazer parte do concelho de Espinho, então criado. Foi elevada a cidade no dia 14 de agosto de 1985.

A nível do património arquitetónico e monumental, destaca-se o castelo que é o ex-libris da região, onde se encontram vestígios da passagem dos Romanos, dos Visigodos e dos Árabes, e que é considerado Monumento Nacional. Existem também outros monumentos de interesse, como o Monumento das Alminhas, dedicado aos mártires das Invasões Francesas, o Castro de Fiães, o Convento dos Loios, a igreja de Santa Maria da Feira, a Igreja Medieval, em Rio Meão, e a igreja paroquial de Arrifana.

Dois dos mais importantes eventos culturais da cidade são a Viagem Medieval, um autêntico ex-líbris da localidade, e o Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua, grandes responsáveis pela dinamização turística de Santa Maria da Feira.

Tradições, Lendas e Curiosidades

Há várias festas no concelho, sendo de destacar a que se realiza no dia 20 de janeiro, data que coincide com o feriado municipal, chamada Festa das Fogaceiras, complementada com um cortejo e uma procissão, onde as meninas vão vestidas de branco, com uma faixa à cintura e com uma fogaça enfeitada na cabeça. Realizam-se também festas em honra de alguns padroeiros, como a de N. Sra. da Conceição, a de N. Sra. das Neves, a de S. Tiago e a de Sto. Ovídio. Há ainda outras festas ligadas ao carácter rural do concelho, como a Festa das Colheitas.

Em relação a feiras, é de mencionar a Feira do 10, dado que é realizada mensalmente, todos os dias 10, em Fiães.

O concelho é muito rico a nível artesanal, destacando-se os trabalhos de cortiça, os mármores decorativos, os objetos em ferro e latão, os trabalhos florais, as cestarias, os tamancos, os violinos e outros.

Economia

A estrutura económica do concelho baseia-se essencialmente na indústria, que efetua inclusivamente exportações superiores a 10% do total nacional. As indústrias de maior destaque são a corticeira, a metalo-mecânica, a do calçado, a do papel e a dos laticínios. Existem também algumas pedreiras de granito.

A agricultura tem importância no concelho, dada a fertilidade dos seus solos, nomeadamente na produção de cereais, fruta e vinho. Também a criação de gado, essencialmente bovino, é relevante no concelho.
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