Santana

Em 1966, Carlos Santana fundou a Santana Blues Band (mais tarde apenas conhecida como Santana) com David Brown (baixo), Gregg Rolie (voz e teclas), Michael Shrieve (bateria), Mike Carabello (percussão), Jose Chepito Areas (percussão), e Marcus Malone (percussão). Outros membros importantes no seu percurso posterior foram Neal Schon, Tom Coster, Armando Peraza, Raul Rekow, Graham Lear, Orestes Vilato e Coke Escovedo.
A estreia do grupo, em 1968, no Fillmore West de São Francisco, não poderia ter corrido da melhor maneira, ao ponto de possibilitar uma participação histórica no festival de Woodstock, que se revestiu de enorme sucesso para o grupo. Um dos momentos altos do respetivo álbum foi o solo de bateria no instrumental "Soul Sacrifice", a cargo de Michael Shrieve.
O álbum de estreia, Santana (1969) constituiu grande sucesso, chegando à marca da dupla platina, e incluindo o single "Evil Ways". Seguiram-se Abraxas (1970, foi quádrupla platina) e Santana III (1971), o primeiro trabalho a incluir Neal Schon, um guitarrista de apenas 16 anos. Estes dois álbuns produziram alguns dos clássicos do grupo, tais como "Black Magic Woman", "Oye Como Va", "Everybody's Everything", e "No One To Depend On". Os dois álbuns seguintes, Caravanserai (1972) e Welcome (1973), marcaram um desvio do grupo para sonoridades mais jazz. Em 1972, Carlos Santana lançou o seu primeiro disco fora do contexto do grupo, um álbum ao vivo com Buddy Miles. O virtuoso guitarrista explorou ainda a fusão jazz-rock, trabalhando com nomes como John McLaughlin, Stanley Clarke, entre outros. O resultado desta colaboração foi o álbum Love, Devotion, Surrender. Em 1974 colaborou com Alice Coltrane e David Holland (ex-baixista de Miles Davis) para o trabalho Illuminations.
Entretanto a atividade do grupo prosseguiu com álbuns como Borboletta (1974), e Moonflower (1977), entre outros. Em finais da década, Carlos Santana orientou o grupo para sonoridades mais funk, originando o êxito "She's Not There" (1977), com a vocalização a cargo de Greg Walker.
Após mais dois lançamentos a solo de Carlos Santana (Oneness, de 1979, e Swing Of Delight, de 1980), o grupo gravou, no início da década de 80, o álbum Zebop!, que incluiu o tema "Winning", composto por Russ Ballard. O grupo gravou os álbuns Shango (1983), Beyond Appearances (1985), e Freedom (1987), antes de editar, em 1988, a retrospetiva intitulada Viva Santana!.
Em 1985, o grupo atuou no espetáculo Live Aid. O tema-título da oitava gravação a solo de Carlos Santana, Blues For Salvador, conquistou um prémio Grammy, em 1987, para Melhor Espetáculo Instrumental.
A década de 90 abriu com o lançamento de Spirits Dancing In The Flesh. Em 1992, surgiu Sacred Fire - Live In South America, o testemunho da enorme popularidade do grupo na América Latina, e em 1994 participaram no Woodstock 94. Quatro anos mais tarde, os Santana entraram para o Rock'n'Roll Hall Of Fame, e Carlos teve direito à sua estrela no Passeio da Fama de Hollywood.
O ano de 1999 viu ser editado um dos mais bem sucedidos trabalhos da carreira de Carlos Santana, o álbum Supernatural, do qual fizeram parte temas como "Smooth" (vocalização a cargo de Rob Thomas), "El Farol" (um instrumental), "Maria Maria", e "Put Your Lights On" (com Everlast na voz). Este álbum conquistou oito prémios Grammy na edição do ano 2000, incluindo Single do Ano ("Smooth"), Álbum do Ano, e Melhor Álbum Rock.
Seguindo a mesma fórmula do disco que o antecedeu, Shaman (2002) registava a participação de outros artistas consagrados, em dueto com Carlos Santana, nomeadamente, Michelle Branch, Seal, Macy Gray, P.O.D., Chad Kroeger e Placido Domingo. Embora não tão bem sucedido como o anterior, o disco conseguiu excelentes marcas.
Nos últimos anos forma editadas diversas compilações da obra de Santana, destacando-se o volume da série The Essential (2002). Além disso, os álbuns mais marcantes da sua carreira têm sido re-editados, com algumas faixas extra.
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