Santo Alberto Magno

Santo Alberto Magno nasceu por volta de 1206, em Laningen, na Suábia (atual Alemanha), e morreu a 15 de novembro de 1280, em Colónia. Monge dominicano desde os 17 anos em Pádua. Em 1240 é professor na Universidade de Paris e depois em Colónia. É bispo de Ratisbona, entre 1257 e 1260, e membro do Concílio de Lyon. Foi mestre de S. Tomás de Aquino.
Santo Alberto Magno é conhecido sobretudo como filósofo e teólogo, mas dedicou-se também à ciência (em áreas tão díspares como a Mineralogia, Botânica, Zoologia e Astronomia). Separava claramente a filosofia da teologia, considerando que a primeira seguia apenas a razão, enquanto que a segunda se apoiava na revelação e inspiração divinas. Procurou defender o cristianismo do averroísmo (que considerava um aristotelismo arabizado) e esta sua preocupação leva-o a procurar subordinar o aristotelismo à fé cristã, sendo, no entanto um estudioso profundo da obra de Aristóteles, o qual seguiu em muitos aspetos. Insurgiu-se contra a corrente franciscana, à frente da qual estava a proeminente figura de S. Boaventura, e que seguia a via do platonismo. Alberto foi muito influenciado pelas posições assumidas por Avicena.
Santo Alberto Magno não se limitou a estudar a obra de Aristóteles, tratou de a recriar com a sua própria experiência e observação. Aceita as posições da época relativamente à magia, astrologia e alquimia, que estuda e aprofunda.
Alberto Magno não foi apenas um filósofo, foi também um místico que se situou entre a filosofia aristotélica e a mística neoplatónica de pseudo-Dionísio, o Areopagita. É neste âmbito que Alberto defende que a teologia deve servir para preparar a mística. Na mesma linha de pseudo-Dionísio, atribui uma grande importância à teologia negativa (de Deus só podemos dizer aquilo que não é). A alma deve-se purificar asceticamente para ser iluminada por uma "luz angélica" que, não sendo Deus, procede de Deus, embora nesta vida o homem não veja Deus, mas possa apenas dEle receber sinais. Esta preparação e purificação da alma deve levar à experiência mística de Deus, mas não por via da razão, que é débil para apreender a imensidão divina.
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