São Brás

Terá vivido entre os séculos III e IV. De acordo com a lenda, São Brás era médico de Sebaste antes de ocupar o cargo de bispo dessa diocese. Durante a perseguição ordenada por Licínio ao governador Agricolaus, foi feito prisioneiro numa gruta para onde se tinha retirado. Na prisão, curou miraculosamente um rapaz que estava a ponto de morrer sufocado com uma espinha na garganta. Torturado com uma escova de aço de cardar lãs, o santo foi decapitado. O culto a São Brás foi trazido para a Europa e tornou-se um dos santos mais populares da Idade Média, muito provavelmente por ter sido médico e por lhe terem sido atribuídas muitas curas miraculosas. Sendo um dos Catorze Santos Mártires, foram-lhe dedicados muitos altares e igrejas que dizem possuir algumas das suas relíquias. É invocado contra os males de garganta, constando no ritual romano, em que duas velas são consagradas pelo devoto e depois seguras em cruz por cima da cabeça dos fiéis, tocando depois as gargantas dos mesmos. Em outros lugares é oferecido azeite ao santo, no qual se mergulha um pavio, o qual se toca as gargantas dos fiéis ao mesmo tempo que é dita a oração: "Per intercessionem S. Blasii liberet te Deus a malo gutteris et a quovis alio malo" ("Que Deus pela intercessão de S. Brás te liberte dos males da garganta e de qualquer outra aflição"). Em algumas dioceses é ainda acrescentado o sinal da cruz com as palavras "in nomine Patris et Filii et Spiritus". Protetor contra as doenças da garganta e outras afeções é o padroeiro dos laringologistas, e também dos que trabalham com lã e dos pedreiros. Representado com duas velas cruzadas, a fazer a Benção de São Brás, numa gruta rodeado de feras selvagens, ou ainda com a mitra de bispo ou tendo a mão na garganta São Brás. É festejado na Igreja Latina a 3 de fevereiro, e, na Grega, a 11 do mesmo mês.
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