São Paulo (Estado)

O estado de São Paulo faz parte da Região do Sudeste do Brasil e faz fronteira a norte e a nordeste com o estado de Minas Gerais, a nordeste com o estado do Rio de Janeiro, a leste com o oceano Atlântico, a sul com o estado do Paraná e a oeste com o estado do Mato Grosso do Sul. Tem uma área de 248 209 km2 e a maior população do Brasil com 41 055 734 habitantes (censo de 2006). A densidade populacional é de 165,40 hab/km2 e a população paulista tem uma esperança de vida de 73,4 anos.
O relevo do estado de São Paulo reparte-se entre uma zona costeira e o planalto, no interior. A costa tem uma extensão de 622 km, sendo mais estreita a norte e alargando para sul. A oeste fica a Serra do Mar, onde predominam as falésias. O planalto ocupa a quase totalidade do território com altitudes que variam entre os 300 e os 900 metros. O ponto mais alto é a pedra da Mina, na Serra da Mantiqueira com 2797 m de altitude. A hidrografia é dominada pela bacia do rio Paranás com os rios Grande, Tiête, Paraiba do Sul e Parapanema e ainda o Turvo, o Pardo ou o Peixe. A Ribeira de Iguape é o curso de água mais importante do litoral. No litoral a cobertura vegetal e composta pelos mangais e para o interior a Mata Atlântica. O clima é tropical atlântico na costa, com temperaturas médias de 22ºC e chuvas abundantes, e tropical de altitude no planalto, com temperaturas mais amenas com precipitação durante o verão.
Em 1532, os jesuítas penetraram para o interior do território, depois de passarem a Serra do Mar e fundarem uma missão, em Piratininga. Mais tarde, nasceu aqui a cidade de São Paulo. Os bandeirantes chegaram ainda no século XVI, à região de São Paulo, em busca de ouro, que nunca chegou a ser encontrado e de índios para trabalhar na agricultura. Até ao começo do século XVIII, os bandeirantes eram o principal motor da economia do território. Quando o ouro foi encontrado em Minas Gerais, esta região desligou-se da capitania de São Paulo, da qual fez parte até 1711. No início do século XIX, a cultura da cana espalhou-se pelos vales dos rios Tiête e Paraíba do Sul, onde mais tarde vão ser cultivados os primeiros pés de café com sucesso. Na segunda metade do século XIX a cultura do café estendeu-se para a região de Campinas e Ribeirão Preto. A construção do caminho de ferro até ao Porto de Santos permitiu o desenvolvimento económico de São Paulo, tornando-se no maior produtor de café do Brasil. A partir de 1870, desde que um fluxo migratório veio da Europa, para trabalhar nas fazendas paulistas, não deixou de crescer. São Paulo apresenta a maior taxa de emigrantes vindos de fora, mas também de outras regiões do país, contribuindo para a formação de uma cultura eclética. Apesar da crise que atingiu o café, no começo do século XX, o estado de São Paulo continua a liderar a produção cafezeira, embora o algodão tivesse sido introduzido com sucesso. A cana-de-açúcar, cultivada em Ribeirão Preto, é utilizada, hoje em dia, para a produção de etanol e usada como combustível. O estado de São Paulo é o mais industrializado do Brasil e a indústria pesada, nomeadamente a indústria automobilística, domina a economia.
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