São Pedro do Sul

Aspetos Geográficos
O concelho de São Pedro do Sul, do distrito de Viseu, localiza-se na Região Centro (NUT II), no Dão-Lafões (NUT III). Ocupa uma área de 349 km2 e abrange 19 freguesias: Baiões, Bordonhos, Candal, Carvalhais, Covas do Rio, Figueiredo de Alva, Manhouce, Pindelo dos Milagres, Pinho, Santa Cruz da Trapa, São Cristóvão de Lafões, São Félix, São Martinho das Moitas, São Pedro do Sul, Serrazes, Sul, Valadares, Várzea e Vila Maior.
O concelho apresentava, em 2005, um total de 19 125 habitantes. O natural ou habitante de São Pedro do Sul denomina-se são-pedrense.
O concelho encontra-se limitado a nordeste pelo concelho de Castro Daire, a sudeste por Viseu, a sul por Vouzela, a sudoeste por Oliveira de Frades, a oeste por Vale de Cambra e a noroeste por Arouca, no distrito de Aveiro.
Possui um clima marítimo de transição e/ou de climas diferenciados, consoante a disposição topográfica e o gradiente térmico, as temperaturas são mais elevadas nas áreas de menor altitude, assim como o clima é mais chuvoso nos lugares cujas vertentes estão voltadas a poente.
A sua morfologia é bastante acidentada, destacando-se a serra da Arada (1071 m) e a Chãs (1119 m).
Como recursos hídricos, são de referir o rio Vouga, o rio Sul, o rio Teixeira e a ribeira da Água Fria. Realce, ainda, para a existência de fontes de água termal em S. Pedro do Sul, com águas especialmente indicadas para os tratamentos de reumatismo em geral, afeções das vias respiratórias e alguns tipos de dermatoses.

História e Monumentos
As terras deste concelho já eram importantes como estância termal no tempo dos Romanos, sendo então denominadas balneum romano. Dessa época podem ainda observar-se, para além de restos de uma piscina, troços de fustes e capitéis de grandes colunas e lápides com inscrições.
Em finais do século XI a vila foi doada à Sé de Coimbra e a outras sés, a igrejas e a conventos, que tiveram nestas terras vastas propriedades ou herdamentos, através de doações pias da nobreza local.
Em 1152 recebeu foral.
As termas tiveram uma grande importância no desenvolvimento local, tendo inicialmente, até 1910, a designação de Caldas de Lafões e de Caldas da Rainha D. Amélia. Após o advento da República, passaram a designar-se Termas de S. Pedro do Sul.
Ao nível do património histórico e arquitetónico, destaca-se a construção conhecida por Piscina de D. Afonso Henriques, situada na margem esquerda do rio Vouga, que seria o complexo termal romano, e está integrada na Estância Termal de São Pedro do Sul, sendo classificada como monumento nacional.
São de referir ainda as ruínas do Convento de S. Cristóvão, do século XII, e a "Pedra Escrita" de Serrazes, considerada um dos exemplares mais importantes da arte rupestre do país.

Tradições, Lendas e Curiosidades
São muitas as manifestações populares e culturais no concelho: a festa de S. Pedro, realizada a 29 de junho; a festa de Santo António, a 13 de junho; a festa de S. Sebastião, a 21 de janeiro; a festa de Nossa Senhora do Livramento, a 15 de agosto; a festa de S. Bartolomeu, a 24 de agosto; a festa de Santa Eufémia, a 16 de setembro; a festa de S. Paio, no último domingo de junho, e a festa de Santa Apolónia, nos dias 13 e 14 de agosto.
No artesanato, salientam-se os trabalhos para ornamentações.
Reza a tradição que D. Afonso Henriques procurou nas termas, antigo balneum romano, alívio para os padecimentos provocados pelo acidente de Badajoz, por isso, a "Piscina de D. Afonso Henriques" foi classificada como monumento nacional.

Economia
No concelho predominam as atividades ligadas ao setor terciário. O desenvolvimento concelhio está intimamente relacionado com as suas potencialidades turísticas, devido a estas terras estarem localizadas na confluência do rio Sul com o rio Vouga, tornando-se assim a sede do concelho um refúgio bastante procurado na época balnear. Por outro lado, as termas estão muito bem dotadas, com equipamento hoteleiro, piscinas, praia fluvial, espaços de animação cultural e um parque de campismo. Pelos arredores delinearam-se e divulgaram-se circuitos turísticos, que exibem a ruralidade típica das aldeias e as paisagens da Gralheira, de S. Macário, da Coelheira e de Manhouce.
Na atividade agrícola, predominam os cultivos de cereais para grão, leguminosas secas para grão, prados temporários, culturas forrageiras, horta familiar, prados, pastagens permanentes e vinha. A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de caprinos, coelhos e aves. Cerca de 65% (165 ha) do seu território está coberto de floresta.
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