São Sebastião

Nascido provavelmente entre os séculos III e IV, não existem datas concretas relativamente ao seu nascimento e morte. No Depositio martyrum de 354, é mencionado que São Sebastião foi enterrado na Via Appia. Santo Ambrósio declara que o mártir era oriundo de Milão e que mesmo no seu tempo era venerado nesta cidade. Era, no entanto natural de Narbona, no sul da Gália. Provavelmente escritos no século V, e anteriormente atribuídos erradamente a Santo Ambrósio, alguns textos hagiográficos declaram que era um oficial da guarda pretoriana de Diocleciano, tendo também servido Maximiniano. Secretamente apoiava e protegia os cristãos necessitados e difundia a fé cristã que ele próprio tinha abraçado, mesmo entre a Guarda. Quando foi descoberta a sua religião, em 304, foi entregue aos arqueiros mauritânios que o supliciaram com setas. Tendo sobrevivido foi curado por Santa Irene, apresentou-se impavidamente diante do imperador, proclamando a sua fé; este condenou-o a ser açoitado até morrer. O seu corpo foi atirado para uma cloaca em Roma, mas foi recolhido por um cristão a quem São Sebastião apareceu em sonhos a pedir uma sepultura nas catacumbas. Estas histórias não são muito dignas de crédito. A pintura em mosaico mais antiga de São Sebastião, provavelmente do ano de 682, mostra um homem maduro com barba, vestido com roupa de cerimónia mas sem traços de setas. Foi só no Renascimento que o mártir apareceu como um jovem crivado de setas. Em 367 foi construída uma das sete principais igrejas de Roma sobre o seu sepulcro. A atual igreja, uma basílica menor, foi concluída em 1611 por Scipio, cardeal Borghese. As suas relíquias foram levadas em 826 para St. Medard em Soissons. Considerado protetor contra a peste, existem orações célebres pedindo a sua proteção em Roma (680), Milão (1575) e Lisboa (1599). São Gregório Magno considerou o soldado e mártir São Sebastião como o terceiro padroeiro de Roma, depois dos santos Apóstolos Pedro e Paulo.
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