sedimentação lacustre

Os sedimentos lacustres têm origem detrítica, química e orgânica. Os sedimentos detríticos lacustres são areias, calhaus e vasas. Estas últimas podem ter uma coloração diferente em função da estação do ano. São geralmente claras no verão, devido à precipitação de carbonato e de uma sedimentação mais grosseira, escuras no inverno devido à precipitação argilosa rica em matéria orgânica. Esta sucessão de sequências com dois termos ou varves é muito frequente nos lagos de origem glaciária mas também se encontra nas barragens hidroelétricas construídas nas montanhas.
Os sedimentos de origem química são principalmente depósitos salinos nos lagos de clima desértico. No lago mais salgado do mundo (280 g/l), o mar Morto, depositam-se essencialmente gesso, cloretos e brometos de sódio, de potássio e magnésio. Um bom exemplo deste tipo de sedimentação é a que se verifica no lago Kara-Boghaz, golfo do mar Cáspio (200 km x 130 km, e com a profundidade de cerca de 10 m). Nele não desagua nenhum rio e comunica com o mar por um estreito de 200 m com a profundidade de 6 m.
Os sais, principalmente sulfatos, depositam-se nas margens e no fundo do golfo sobretudo no verão por causa da evaporação intensa e no inverno quando a água é muito fria, porque os sais são menos solúveis na água fria do que na água quente. Existem poucos lagos de sedimentação calcária encontrando-se os mais conhecidos na Austrália e na Namíbia.
Os sedimentos de origem orgânica procedem principalmente nas plantas herbáceas e no plâncton que se depositam após a sua morte. Quando a matéria orgânica se decompõe ao abrigo de ar, evolui por processos de incarbonização quer para hidrocarbonetos quer para turfa. Por vezes, as frústulas de diatomáceas originam silicificação ou depósitos de diatomitos, denominados trípoli.
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