Segundo Império Francês

O Segundo Império Francês nasce com a eleição de Luís Bonaparte para Presidente da República, apoiado por orleanistas e legitimistas, que aproveitaram a desunião dos republicanos. Surge uma nova força: o bonapartismo, frequentemente associado ao liberalismo de esquerda que atraía sobretudo as classes rurais, devido ao seu programa voltado para o desenvolvimento económico e para a justiça social.
O golpe de Estado de 1851 surge da vontade dos bonapartistas reporem o sufrágio universal. Seguiu-se o restabelecimento do império hereditário. Cedo começaram a ser tomadas medidas conservadoras. O imperador fez-se rodear por uma elite de políticos e administrativos realistas, apoiando-se também no clero católico e na burguesia, que vivia a prosperidade da década de 50. O governo imperial apoiou a renovação da banca e do crédito, o alargamento da rede ferroviária e as renovações urbanísticas empreendidas por Haussman, em Paris, e Vaisse, em Lyon. Por outro lado, tomou medidas restritivas como a Lei da Imprensa. O bonapartismo viu-se depois forçado a avançar para um regime mais liberal devido à perda do apoio dos católicos e ao avanço crescente da industrialização britânica. O governo imperial procurou apoiar-se na pequena burguesia e na classe operária, optando por uma educação anticlerical e fazendo concessões na prática parlamentar e nas liberdades de imprensa e de associação. O regime autoritário foi-se transformando paulatinamente num regime liberal. Mas nem isso o parecia salvaguardar dos ataques da oposição. Após o plebiscito de 1870, o regime torna-se autoritário e o seu fim vem com a derrota de Sédan (setembro de 1870) após a declaração de guerra contra a Prússia.
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