Seneferu

Faraó que reinou provavelmente entre 2597 e 2547 a. C., era filho de Huni e de Meresanj I, tendo-se casado com a meia-irmã Hetepheres I. Pensa-se que terá tido mais duas esposas, uma delas provavelmente Nefertkau I, e entre a sua descendência contam-se Jufu (ou Quéops), Henutsen, Kanefer, Anjaf, Nefermaat, Ranefer, Rahotep e Nefertkau. O nome de Seneferu significa "Aquele de beleza", e entre os gregos Seneferu foi também conhecido como Soris.
O Egito conheceu grande prosperidade durante o seu governo, o que incentivou o surgimento de artistas e ateliers, além da construção de monumentos diversos entre os quais templos.
A Núbia foi um dos locais de intervenção deste primeiro governante da IV Dinastia, que dispendeu esforços para conservar o controlo do comércio de produtos como o ébano, o incenso, o ouro, os animais exóticos, o marfim e a diorite, que transitavam pelo deserto núbio. Uma das campanhas militares que empreendeu, conforme registado na Pedra de Palermo, foi para estrangular uma revolta em Dodecasqueno, adquirindo um elevado número de cabeças de gado e de escravos, realizando outras contra os beduínos, que exploravam o minério. A importância deste faraó manifesta-se pelas menções que lhe são feitas no conto "O brinco da remadora" (Papiro de Westcar), na história de Sinoé e na "Profecia de Nefertiti". Durante o seu governo surgiu o cargo de vizir, criado com a intenção de que um funcionário coadjuvasse o rei na gestão do território que foi ocupado pela primeira vez por Nefermaat, filho do rei.
Este faraó foi responsável pela construção da pirâmide escalonada de Seila (Faium), pela curva ou romboidal e pela vermelha de Dashur (tendo sido sepultado nesta última), assim como pela finalização da de Meidum, começada a construir por Huni, seu pai. Nas proximidades da pirâmide de Quéops encontrou-se a câmara funerária da rainha Hetepheres I, sua mãe e mulher de Seneferu.
O rei Pepi I decretou o culto a Seneferu, prolongando-se este até ao final do Império Médio.
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