síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA)

A SIDA, iniciais de síndrome da imunodeficiência adquirida, é uma condição médica que reúne um conjunto de sintomas surgidos como consequência da infeção a longo prazo pelo vírus VIH-1 ou VIH-2.

As suas primeiras manifestações começaram a surgir em 1979, aparentando matar qualquer indivíduo que a contraísse.
A síndrome da imunodeficiência adquirida tornou-se um grave problema internacional de saúde pública: em fevereiro de 1992 estavam infetadas cerca de 10 milhões de pessoas, revelando-se alarmante a taxa de crescimento deste número.
As vítimas desta síndrome podem pertencer a qualquer tipo de grupo, mesmo não sendo considerado de risco, como os homossexuais e os toxicodependentes, podendo tanto ser adultos, como jovens ou crianças.

A transmissão entre adultos e jovens é feita normalmente através do contacto sexual, quando os fluidos corporais da pessoa infetada - por exemplo, sangue ou esperma - penetram no organismo da outra pessoa através de pequenas fissuras e lesões preexistentes ou provocadas pela atividade sexual.
As crianças geralmente adquirem a SIDA através da placenta da mãe infetada.

Para além da gravidez, as rotas de transmissão não sexual incluem a transfusão de sangue infetado (mais frequente há anos, aquando do surgimento da SIDA, por se desconhecer na altura as formas de contágio) e a utilização de agulhas contaminadas (sobretudo entre toxicodependentes, uma vez que nos estabelecimentos de saúde, aqueles instrumentos passaram a ser esterilizados e descartáveis).

Esta síndrome, causada por um vírus VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) - ou HIV (Human Immunodeficiency Virus), da família dos retrovírus, debilita o sistema imunitário, incluindo macrófagos e linfócitos T e B.
O vírus pode também infetar as células da glia cerebral, o tecido que rodeia as células nervosas.

Quando instalado no interior das células infetadas, o ARN do retrovírus é transcrito numa molécula de ADN, que é, por sua vez, integrada num cromossoma da célula. Após um breve período de reprodução, o vírus estabelece uma infeção latente.
Indivíduos neste estado de infeção podem transmitir o vírus - são os chamados portadores ou seropositivos.
Os fatores que desencadeiam o final da latência são desconhecidos, mas alguns indivíduos permanecem neste estado durante vários anos.

O reassumir da reprodução viral é acompanhado por um declínio enorme do número de linfócitos T, o que provoca uma perigosa deficiência nas células mediadoras do sistema imunitário.
A pessoa infetada torna-se vulnerável ao cancro e a outros fatores patogénicos que seriam facilmente eliminados se o sistema imunitário estivesse saudável. O facto de a população de células T não atingir as 200 células por mililitro de sangue é um forte indício de que o indivíduo avaliado é um doente com SIDA (a concentração de células T num indivíduo saudável excede as 800 células por mililitro de sangue).

As doenças oportunistas, como a pneumonia, a candidíase e a toxoplasmose, são geralmente a causa da morte das pessoas com SIDA.
Muitos indivíduos também ficam dementes quando o vírus se reproduz no cérebro.

A infeção por HIV é diagnosticada por um teste a anticorpos. Decorre um determinado período de tempo, geralmente três meses mas às vezes mais de um ano, entre a infeção e o desenvolvimento de um anticorpo sensível ao normal ensaio de diagnóstico.

Porque ainda não existe, em definitivo, nenhuma vacina ou cura para o tratamento da SIDA, esta só pode ser controlada prevenindo-a ou reduzindo a transmissão do vírus (evitando a partilha de seringas ou objetos cortantes, as relações sexuais não protegidas sobretudo com parceiros desconhecidos e o contacto com sangue infetado).

A 1 de dezembro, comemora-se o Dia Mundial de Luta Contra a SIDA.

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