sintoma

O sintoma é geralmente definido como um sinal corporal, uma queixa de algo que perturba o organismo. Normalmente o sintoma é investigado pelo médico de forma a poder elaborar um diagnóstico e consequente tratamento.
Em termos psicanalíticos, o sintoma é uma formação de compromisso que se defende contra um desejo que emerge do id e que em simultâneo gratifica esse desejo de uma forma dissimulada.
O superego, o ego e o id lutam entre si, enquanto pulsões sexuais e agressivas e procuram um lugar de expressão e de descarga. O conflito entre estas instâncias produz ansiedade e esta angústia-sinal alerta o ego da necessidade de um mecanismo de defesa, que por sua vez leva a um compromisso entre o id e o ego. A esta formação de compromisso chama-se sintoma. O tal conflito entre as instâncias apresenta uma carga de afeto que se desloca para tornar possível o seu afastamento da consciência. Este afeto poderia ser deslocado para o corpo em forma de uma conversão histérica, por exemplo.
Se toda a carga de afeto se deslocasse para uma representação, esta tornar-se-ia excessiva, devido ao acumular de afeto e tornar-se-ia num sintoma, ou uma fobia, ou um ato obsessivo. Desta forma, o sintoma é sempre consciente, porque se trata de uma representação compatível, mas que acumulou em si um somatório de afeto.
O sintoma neurótico é um compromisso entre a expressão de um desejo e os mecanismos de defesa que mantêm inconsciente este desejo.

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