sismograma

Um sismograma é o registo feito a partir de um sismógrafo. O príncipio dos sismógrafos é simples: trata-se de um pêndulo com elevada inércia ligado a um suporte solidário com o solo e os seus movimentos. À passagem de ondas sísmicas, o suporte desloca-se, enquanto que o pêndulo tende a ficar imóvel devido à inércia. O movimento relativo entre o suporte e o pêndulo é amplificado por diversos meios (mecânicos, óticos, eletromagnéticos ou eletrónicos), segundo o modelo do sismógrafo. Este movimento é registado por procedimentos mecânicos (o estilete marca um rolo registador), fotográficos ou magnéticos.
Os registos ou sismogramas são geralmente difíceis de interpretar, devido às reflexões e refrações múltiplas que ocorrem nas superfícies de descontinuidade que se encontram no interior do globo terrestre. O tambor registador roda a uma velocidade constante e desloca-se sobre o seu eixo enquanto efetua uma volta sobre ele mesmo.
Ficam registadas uma série de curvas paralelas. Não ocorrendo nenhum sismo, regista-se um "ruído de fundo" (atividade microssísmica) resultante de elementos naturais (ondas, ventos) e da atividade humana (veículos, fábricas, etc.).
Quando ocorre uma abalo sísmico, desde que a distância seja favorável, o registo é relativamente simples, podendo distinguir-se três tipos fundamentais de ondas sísmicas. As duas primeiras a serem registadas têm fraca amplitude e denominam-se ondas P ou ondas longitudinais (primeiras a chegar) e ondas S ou ondas transversais (segundas a chegar). O terceiro tipo de onda chega mais tarde, apresenta maior amplitude e denomina-se ondas L ou ondas superficiais.
Como referenciar: sismograma in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2018. [consult. 2018-12-12 15:08:35]. Disponível na Internet: