Só Para o Meu Amor é Sempre maio
Esta obra colige a correspondência trocada entre António José Saraiva e a sua futura esposa durante o verão de 1943. De carácter privado, esta epistolografia centra-se sobre um momento de transição na vida profissional e pessoal de António José Saraiva, o ano de 1943. Com efeito, ao longo das cartas o assistente recém-doutorado vai confessando a sua progressiva dissensão com um sistema pedagógico obsoleto, conflito que viria a culminar com o seu abandono do ensino universitário e passagem para o ensino liceal. Do ponto de vista pessoal, as cartas dão voz a uma história de amor, que evolui das dúvidas e incertezas iniciais (tinham começado a namorar em julho) até à afirmação de um projeto de vida conjugal. Abordando leituras e estudos efetuados durante esse ano, os textos dão, ainda, testemunho de uma progressiva adesão de António José Saraiva a ideais igualitários (reforçada talvez por uma correspondência que se desenvolve paralelamente com Óscar Lopes), e da consciência reiterada de viver num exílio moral relativamente à sociedade que o cerca.
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Só Para o Meu Amor é Sempre maio na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$so-para-o-meu-amor-e-sempre-maio [visualizado em 2026-06-26 23:30:43].
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