Sofala

Sofala, praça situada na costa oriental africana, foi fulcral no comércio das especiarias e outros produtos, tendo integrado a política além-mar do rei D. João II. O monarca enviou inclusivamente Pero da Covilhã como emissário, encarregue de dispor favoravelmente os locais nesse sentido. Houve contudo dificuldades nas transações comerciais em África e parte da Índia, uma vez que era geral a desconfiança em relação a pessoas que professassem outro credo que não o muçulmano.
O porto de Sofala era também aquele por onde saíam os carregamentos de ouro de Monomotapa (que lá chegavam através dos rios Revue, Busi e Punge), ambicionados pelos portugueses por lhes permitirem pagar as especiarias importadas da Índia (sobretudo a pimenta da Costa do Malabar). Além de ser um local comercialmente estratégico, era igualmente um bom ponto de apoio à navegação, uma vez que permitia paragem para reabastecimento e de espera do fim das monções.
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